sexta-feira, 29 de maio de 2009

Love Bond

Não te tenho aqui para te abraçar, nem para te passar uma festa pelo cabelo como tantas vezes fiz enquanto dormias e dizer que está tudo bem. Não te tenho aqui para te sussurar que sempre aqui estarei, nem para fazer caretas e dizer tonterias que te façam rir.
Não te tenho aqui, mas estou aí algures, contigo, no pensamento e na ansiedade que me desconcentra e impacienta. Espero.
Nesta espera revejo os bons momentos que passamos e rimos juntas e sorrio, sorrio de forma impercetível como se fosse um segredo nosso.
Se estivesses aqui dir-te-ia o quanto gosto de ti e dava-te uma beijoca com sabor a gelado de morango na bochecha. Como não estás, digo-te à mesma, para quando passares por aqui leres o que agora me vai no pensamento .

borbolejos :*

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dias cinzentos


Os dias são cinzentos pelas mais variadas razões, porque lá fora ameaça chover ou porque algo nos aborrece.

Eu estou aqui a navegar pelo dia de ontem, embrulhadinha no teu casaco quentinho, num autodromo ventoso. Do sono de manhã, das birras e das discussões que levam alguém a dizer “tem cá um feitio”. Navego pelo toque de os dedos suaves, de um sorriso traquina, pela picardia dos piropos e das bocas atrevidas.

Navego por um dia que se prolonga até aqui à minha gravatinha rosa choque e se esconde por baixo da minha boina rosinha num cabelo tímido já com data de mudança marcada no cabeleireiro.

O dia nasce de novo, o reboliço, os clientes a agitação, o lufa lufa.

Os dias são cinzentos pelas mais variadas razões mas nunca onde tu estás há cinzento.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

I'm Yours



...não importa a distância :*

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

I don´t want to be like you, just to be beside you...













The most things remember me of you...







I miss you every single day...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Até já


Porque a morte não esgota em nós, nem a memória nem o que de bom nos foi dado.

Porque a morte não leva o que a vida nos deu e era teu e depois se tornou nosso pela tua capacidade de ensinar.
Há coisas que não entendemos, nem está previsto que algum dia as possamos entender.
Resta-nos tentar preencher a perda com a força e sorriso que em vida transbordavas. Até já.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.
Cecília Meireles

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

My fairytale dreams

Há um lugar suspenso no teu regaço que me transporta porta fora e se evade ao tempo. Há um lugar que se espraia para além das justificações e dos porquês que se calam com os teus lábios, na razura da tua respiração na minha pele. Há uma indiscutível insignificância das obstáculos, do tempo, do cair da noite quando nos perdemos entre espaços de doçura e devaneio, espaços onde nos rasgamos nos ângulos e nos cozemos nos afectos.
Volvemos sempre mais outros, mais nós, mais fortes e mais sorridentes.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Amor Portátil

Para onde quer que vá, onde quer que me encontre tu vens comigo.
Trago nos bolsos a tua doçura. Love bits para saborear pela semana fora até regressar a ti. A felicidade torna os dias mais luminosos.

domingo, 7 de setembro de 2008

não conheço limites
não conheces limites
nada pára um beijo
nada sustém o desejo,
depois que o amor o transforma
e a alma lhe dá forma.

Não conheço limites
não conheces limites
o tempo passa,
mas nada há que nos desfaça.

Pink Mood

A Croft lançou no primeiro semestre deste ano um vinho do Porto nunca antes visto: o Croft Pink.


Post dedicado aos sonhos cor-de-rosa que sopram no Afternoon Delights

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Se dermos as mãos...

Fazemos o nosso milagre acontecer:D

sábado, 30 de agosto de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Num dia mais longo onde a luz só tem espaço na escuridão, num dia mais quedo, mais calado, num dia que não apetece nada, num dia em que o silêncio nos queima e as palavras nos torturam, num dia em que estar só custa e nos é impossível estar com mais alguém, um amigo protege-nos, segura-nos como se nos contasse uma história, a nossa. "Salva-me a vida, conta-me uma história".
E tu
encostaste-me ao teu ombro, à tua pele e o meu coração acalmou, com doçura contra o meu desespero, encadeaste uma na outra, pois só o amor nos permite escapar à maldiçã
o da morte.


Um amigo é uma história que nos salva.

terça-feira, 26 de agosto de 2008


O "aqui"
acorda no mundo do poema
e ressuscita-me.

Não digas o meu nome.
Toca-me com a doçura do arco
e diz: "tu" ou
"estás aqui".
São palavras voadoras
que nunca falham o alvo.
Rosa Alice Branco

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fanciulla love


Penso muitas vezes em ti
e apetece-me falar-te,
e ver-te, e ter-te

Esquecer definições
chegadas, partidas,
tantas complicações...

Nunca nos temos agora
a não ser neste
sentimento sem nome
que nos une

Todo ele desejo
todo ele conquista
todo ele espera
todo ele resignação
todo ele tudo
que nos aguenta no nada
de nos termos
não nos tendo

Somos, asssim
entrelaçadas no querer,
na ponte por cima
desta saudade
que parece um promontório sem fim.

What I Miss About You

quarta-feira, 13 de agosto de 2008



Tão pouquinho tempo para fazer tudo o que gostaríamos de fazer!
Gostava de poder estar aí e aqui, de poder abraçar-te e esquecer que o corpo tem um peso e um lugar onde está preso.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Summer Tales

Era um lugar alado esse verão onde as horas se acertavam e se fundiam como pérolas de um colar. Havia luz quente, mais quente que a do sol era a dos olhos e da pele. De palpebras semicerrados deixava entrar apenas a claridade suficiente para ver o perfil dos corpos adormecidos, mágicos por essência e por presença, é daquelas coisas que não se pode explicar, mas que se sabe com toda a convicção. Fazia mentalmente castelos de areia onde os pudesse encaixar em histórias de recuperadas das infância. Onde princesas acordassem sempre em camas de dossel tecidas em cristal e cantassem o dia inteiro enchendo o ar de alegres trinados, onde as princesas fossem ao mesmo tempo sereias e pássaros, filhas das leveza, da água e do ar. Onde os príncipes fossem audazes e tivessem velozes unicórnios para desfazer as distâncias e fizessem do longe perto. Príncipes sorridentes e de olhos claros com sede de infinito.
Páginas com odor a areia molhada e brisa marinha. Histórias de amor que se reconhece num toque e dá vontade de sorrir, de abraçar, de fechar os olhos e inscrever nas pálpebras como num livro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

We could be happy



The most sweetest thing I have seen and heard these days...
thank you :)

quinta-feira, 31 de julho de 2008


Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
In O outro nome da Terra

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