sexta-feira, 30 de outubro de 2009
levaba ya varios fines de semana detrás de mí insistiendo en llevarme a comer, literal, “las mejores patatas bravas de Madrid”, pero por unas cosas o por otras, nunca encontrábamos el momento de acercarnos hasta el número 337 de la calle Alcalá donde queda Docamar. Por fin este domingo llegó el día: ¿te apetecen unas patatas bravas y una cervecita mientras vemos el futbol en una pantalla gigante? ¡Sí, sí, sí y mil veces sí!
En realidad cuando llegué allí, aparentemente un bar de barrio con dos plantas y un interior reformado, todavía no tenía claro si prefería que las patatas me parecieran de matrícula o se quedaran en un aprobado raspado, ¿qué por qué? Porque precisamente no quería que me pasara esto: todavía recuerdo el sabor de esas patatas en mi boca. Blanditas pero crujientes, doradas por fuera pero tiernas por dentro. Mmmm ¡Qué tarde tan sabrosa pasé! (y no me refiero solo a las patatas, pero ese es otro tema ;) ).
Siempre he sido de las personas que cree que uno debe dedicarse en cuerpo y alma a lo que mejor sabe hacer, sea lo que sea, y este ha sido, sin duda el caso de Docamar, una empresa familiar cuya fama ha traspasado fronteras gracias a su niña bonita: las patatas bravas. Dicen que el secreto de su éxito se basa en una buena clase de patata, el corte a navaja, un frito lento y una salsa casera muy trabajada, cuya receta se cuida con tanto recelo como la de la mismísima Coca Cola.
¿Sabíais qué? En Docamar cuentan con una persona que se dedica sólo y exclusivamente a pelar, cortar y freír los casi 2000 kilos de patatas que se consumen semanalmente. ¡Ahí es nada!. Pero como no solo de patatas bravas se alimenta el hombre, en Docamar también se preparan otro tipo de pinchos, tapas, raciones, arroces y menús del día, no menos caseros ni castizos como su plato estrella. La decoración, un tanto itinerante gracias a las contribuciones temporales del arte juvenil anónimo, también tiene su puntito. No les falta detalle, vamos. ¿Unas bravitas?
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Lisboa foi feita para ser descoberta em grupo, de prefência em boémia companhia. Hoje aqui, é A Taberna Ideal em Santos. Chegados à Rua da Esperança 112 vimos de imediato que a casa estava já quase cheia. Desde logo bom indicador. Terça de Agosto em Lisboa e restaurante cheio ou só de fama ou a comida tem mesmo que ser boa. A Taberna Ideal não é bem uma taberna no que toca ao seu ambiente e até mesmo estilo visual. Imaginem-na mais (enquanto lá não vão) como a sala de estar da avó que quando esta vai à missa, o avô transforma em tasca p’rós amigos. Ai está. A Taberna Ideal. Entre mesas e cadeiras sem par, mármores e madeiras bem usadas e faianças entre a flor e o cavalinho eis que nos é apresentada a casa. A ementa, bem meus amigos (sim, que ali facilmente nos sentimos em casa de amigos), está frente aos vossos olhos, escrita pelas paredes à vossa volta. Diz-nos a Tânia, que nos recebe, que por ali se prega o espírito da partilha e que para quatro à mesa nos aconselha uma tiborna, dois petiscos e dois pratos. Que assim seja então e para entrada venha assim uma tiborna de queijo de cabra com alecrim e mel. Para a mesa veio ao mesmo tempo, servidos em dose abundante, os ovos mexidos com alheira da casa sobre farta fatia de pão. Saborosos os primeiros e não menos a segunda. Tudo no ponto (e nem sempre é fácil quando se misturam enchidos ao ovo). A mesa ainda sem espaço e já esperavam por nós as migas de camarão. Ainda que não as imagine ao balcão de uma qualquer tasca a acompanhar um copito de 3, aqui ficaram muito, muito bem. Eles estavam mesmo por lá… Depois chegaram então os pratos principais. O rei da noite dava pelo nome de Arroz de Garoupa e Anchovas. .Tudo delicioso. As migas com a textura correcta e a o saborzinho a coentros e mar. Dizia-se por ali que o mais provável era pedir segunda dose de tão bom que estava.. O vinho alentejano e frutado, sem madeira. Perfeito em tão saborosa companhia - D. Rafael. Havia muito por onde escolher no campo vinícola e boa surpresa, muitovinho servido a copo. Venham mais casas Lisboetas a adoptar esta medida que todos nós agradecemos. A prova dos nove, aquela que já aterroriza algumas casas menos dadas a coisas simples, o café muito, muito clarinho, em pires iguazinhos aos que havia em casa da minha avó!!. Eis que chega perfeito à mesa. E não há cá pacotinhos de açúcar que na casa da minha falecida avó também não havia dessas modernices. Uma bonboneira de vidro com açúcar amarelo que também adoça e não faz tanto mal. Restaurante A Taberna Ideal
Este tão esquecido appetizer(gostaram?) adorado em tempos pelas gentes do Sul do pais apresentou-se aos olhos com a mesma cara que ao paladar: Lindo.As sobremesas
Estranhávamos não ver por ali qualquer referência às sobremesas. Bem procurávamos e, aparentemente, podíamos continuar a procurar… Uma vez mais a Tânia deu a dica:Bolo de Cacau ou Cheesecake de frutos silvetres … Fantásticos.
Tipo de cozinha: Portuguesa / Petiscos tradicionais com um toque urbano
Horário: De terça a sexta, das 19:00 às 02:00 – Sábado e domingo, das 13:30 às 02:00
Preço médio: 20€
Morada: Rua da Esperança 112-114, 1200-658 LISBOA
Telefone: +351 213 962 744
Pagamento: Numerário / ???
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Bubbly é uma Espumanteria, numa das zonas históricas mais emblemáticas de Lisboa, o Bairro Alto.
Podemos acompanhar a refeição ou degustação, com um ou mais Vinhos Espumantes que podemos escolher de uma carta invulgar, no que diz respeito a este tipo de vinhos (cerca de 40 referências – Portugal, França, Itália e Espanha). Especiais são também a Sangria de Espumante ou Champanhe, a Espumantirinha, os Kirs e os Bellinis. Se estiverem completamente perdidos, como eu, mais vale pedir a opinião ao empregado que vos dará uma verdadeira aula sobre o assunto e...meus amigos...o champagne é um Mundo! :D E como não se consegue beber tudo numa noite... o melhor será voltar.
A comida e o serviço são um mimo, mas vale sobretudo pelo paladar sofisticado e único dos nectares que vão provando e pela companhia.
Por isso, recomendo uma escolha criteriosa da mesma, pois sendo um restaurante de ambiente sofisticado com uma "adega" que nunca mais acaba tem de se conseguir manter a postura e simultâneamente beber até cair hihihi
http://www.youtube.com/watch?v=2PWfB4lurT4
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
O o K Urban Beach é uma pseudo-ilha noctívaga nas águas do rio sem contactos visuais que denunciassem o apêndice terrestre. Conseguiram o efeito edificando sobre a estrutura do pontão do Cais da Viscondessa, à qual se acede por um passadiço por entre areias. São cerca de 500 metros quadrados com capacidade, em segurança, para 300 pessoas. Tem dois bares, pista de dança e um serviço de refeições ligeiras – serviço este que, acima de tudo, está disponível para eventos especiais: o cliente pode contratar o K Urban para festas ou animações semelhantes, usufruindo do serviço de catering. Em torno, um espelho de água (antes dele, mesinhas e chaises longues sobre areia). Na assistência musical estão alguns da dúzia de DJs que trabalham para o mundo K. A musical festarola popular do costume, portanto. A abertura do K Urban Beach explica-nos mais um bocado desta Lisboa nova, se atentarmos na forma como ela se recicla, morre e nasce em simultâneo nos movimentos nocturnos. O electrocardiograma lunar diz-nos menos sobre os comportamentos pós-Sol posto do que sobre o período “em que já tudo pode ser tudo aquilo que parece”. A altura é uma em que os agentes da cidade – os institucionais, os nem por isso e os de todo – tentam esclarecer, ou conceber, o que Lisboa será e virá a ser; e, acima de tudo, como Lisboa pode ser imaginada por todos e pelo Outro. Lisboa dos poetas? Do rio? Do Berardo? Dos vestidos cor- -de-rosa e dos pregões tradicionais? Isso, e Lisboa do K Urban Beach, projectado para definir um âmbito da urbe enquanto atracção internacional. Devida justiça à parte, a Paris Plage não é bem a mesma coisa do que uma ilha cool na mais deliciosa foz europeia. Neste Cais da Viscondessa estão a Adega do Kais (“rodízio de comida portuguesa”), o restaurante-bar Kais e o Skones, a esplanada do anterior, onde também se dança. Bem perto, no sonante Pátio do Pinzaleiro, em Santos-o-Velho, existe a Taska (serve-se “bife, massa e bacalhau com natas” – tudo a pensar em jantares de grupo) e logo ao lado está o bar-discoteca Konvento. No eixo 24 de Julho são bem sabidos a Kapital e o Kremlin. Tenha calma. Você não tem filhos pequenos, são quase seis da tarde e não há razão nenhuma para meter-se na confusão do trânsito de Lisboa. Vá beber um copo ao K Urban Beach. Já agora, aqueles calções de banho que tem de reserva na mala do carro podem dar mais jeito aqui do que nas águas de Carcavelos: se tudo correr bem, confidenciou-nos o director de comunicação do Grupo K, o K Urban conseguirá pôr a funcionar em breve uma piscina própria. Sim sim, uma piscina com água limpa de piscina, não de Tejo, dentro do bar. Esse Tejo que reflecte o dia à solta. Não esqueça os chinelos. K Urban Beach. Cais da Viscondessa, Rua da Cintura do Porto de Lisboa. 21 395 7101. Todos os dias das 18.00 às 04.00. in TimeOutA pseudo-ilha K Urban Beach abriu as portas e João Macdonald não teve de navegar muito para dar à costa. 
Tenha calma. Você não tem filhos pequenos, são quase seis da tarde e não há razão nenhuma para se meter na confusão do trânsito. É alguém que já teve o bom senso de abdicar do carro? Então apanhe o comboio daqui a uma hora e meia. Vai lá ter a casa à mesma. Permita-se ao pôr-do-Sol lisboeta. Vá namorar. Marque a última reunião do dia num lugar onde a gravata fica mal. Acomode-se no K Urban Beach. Esteja rodeado de areia e água por todos os lados, mas na cidade. É no pontão do Cais da Viscondessa, a Santos, do lado do rio. Em cima do rio, uma praia urbana. Abriu na sexta-feira.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Iniciativa conjunta com Museus diferenciados da cidade que excepcionalmente abrirão as suas portas num horário sui generis, à noite, para o público ter uma diferente perspectiva dos espaços e ter a oportunidade de um programa cultural nocturno original. Horário - 18h00 ás 24h0006 e 13 de Agosto Local - Vários - Eixo Ribeirinho de Lisboa
Museu Colecção Berardo - www.museuberardo.com
Forte do Bom Sucesso - www.ligacombatentes.org.pt
Panteão Nacional
Museu do Oriente - www.museudooriente.pt
Mosteiro dos Jerónimos - www.mosteirojeronimos.pt
Museu de S. Roque - www.museudesaoroque.com
Museu da água - www.museudaagua.epal.pt
Museu da Marinha - www.museu.marinha.pt
Pavilhão do conhecimento - www.pavconhecimento.pt
Metro - www.metrolisboa.pt
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domingo, 26 de julho de 2009
A INUNDAÇÃO
[sotaque judeu de Queens]
As minhas partes baixas? Já não as visito desde 1953. Não, não teve nada a ver com o Eisenhower. Não, não. Lá em baixo há uma cave. É muito húmida. Descer até lá não é nada agradável. Acredite em mim. Uma pessoa fica agoniada. É sufocante. Dá enjoos. Há um cheiro a humidade e bolor. Ui! É insuportável. Cola-se à roupa.
Não, não houve um acidente ali em baixo. Não houve uma explosão nem um incêndio. Não aconteceu nada desse género. Não foi nada assim tão dramático. Aliás… bem, não interessa. Não. Não interessa. Não posso falar consigo sobre isso. Porque é que uma pessoa inteligente como a menina anda por aí a falar com velhotas sobre as suas partes baixas? Quando eu era rapariga, não era assim que nos entretínhamos. O quê? Deus do céu, está bem.
Houve um rapaz. Chamava-se Andy Leftkov. Era giro… bem, pelo menos eu assim pensava. Era alto, tal como eu, e eu gostava muito dele. Convidou-me para dar uma volta no seu carro…
Não lhe posso contar isto. Não posso falar sobre o que há lá em baixo. A gente simplesmente sabe que existe. É como uma cave. Por vezes ouvem-se ruídos lá em baixo. Ouvem-se os canos e certas coisas ficam presas… coisas e animais pequenos. É húmida e por vezes é preciso tapar as fendas. Porém, a porta está quase sempre fechada. Esquecemo-nos de que existe. Repare… uma cave faz parte da casa mas não a vemos nem pensamos nela. Mas existe porque em todas as casas é necessária uma cave. Caso contrário, o quarto seria na cave.
Oh, o Andy, o Andy Leftkov. Certo. O Andy era um rapaz bonito. Era um bom partido. Era o que dizíamos naquela altura. Estávamos no carro dele, um Chevrolet BelAir branco novinho em folha. Lembro-me de pensar que as minhas pernas eram demasiado compridas para o banco. Eu tenho as pernas muito compridas. Batiam no tablier. Eu olhava para os meus joelhos grandes quando ele me beijou de surpresa tal como nos filmes, na cena em que o rapaz abraça a rapariga e a arrebata. Fiquei excitada, muito excitada e, bem, houve uma torrente lá em baixo. Era incontrolável. Era como se uma corrente de paixão, um rio de vida, jorrasse de mim, das minhas cuecas, direitinha ao banco do seu Chevrolet BelAir novinho em folha. Não era urina e cheirava mal. Bem, para ser sincera, não me cheirava a absolutamente nada mas o Andy disse que cheirava a leite azedo e que eu estava a manchar o banco do carro. Eu era uma «rapariga esquisita e malcheirosa», dizia ele. Queria explicar-lhe que o beijo me tinha apanhado desprevenida e que normalmente eu não era assim. Tentei enxugar a torrente com o meu vestido. Era um vestido novo amarelo-claro e, manchado pela torrente, ficou muito feio. Sem me dirigir a palavra, o Andy levou-me a casa e, quando saí do carro e fechei a porta, também fechei a loja. Fechei-a à chave. Nunca mais se abriu. Depois, ainda saí algumas vezes com rapazes mas o receio de outra torrente deixava-me muito nervosa.
Eu costumava ter sonhos. Sonhos loucos. Oh, são disparates. Porquê? Porque eu sonhava com o Burt Reynolds. Não sei porquê. Nunca me entusiasmou muito na vida real mas nos meus sonhos… era sempre eu e o Burt. Eu e o Burt. O Burt e eu. Eu e o Burt saímos juntos. Fomos a um restaurante semelhante a tantos outros em Atlantic City. Um restaurante grande com candelabros enormes e milhares de empregados de mesa com coletes. O Burt dava-me uma orquídea para pôr ao peito. Eu prendia-a ao meu casaco. Ríamo-nos. Ríamo-nos muito, eu e o Burt. Comíamos cocktails de camarão. Camarões enormes e saborosos. Não parávamos de rir. Éramos muito felizes. Depois os nossos olhares cruzavam-se e ele puxava-me para si no meio do restaurante. Quando estava prestes a beijar-me, a sala estremecia, pombos esvoaçavam de baixo da mesa — não sei porque raio havia pombos debaixo da mesa — e surgia a torrente. Jorrava sem parar. E com ela vinham peixes e barcos pequenos e o restaurante ficava cheio de água. Burt estava ensopado até aos joelhos, com um ar terrivelmente decepcionado por eu ter feito das minhas outra vez, e olhava horrorizado para os seus amigos, o Dean Martin e outros tantos, que passavam por ele a nadar nos seus smokings e vestidos de noite.
Já não tenho estes sonhos. Desde que me tiraram praticamente tudo o que estava nas partes baixas. Retiraram-me o útero, as trompas, tudo. O médico quis armar-se em engraçadinho. Disse-me que era melhor deitar fora o que já não tinha uso. Mas descobri que afinal era um cancro. Tiraram-me tudo. De qualquer modo, quem é que precisa de tanta coisa? Não é verdade? É algo muito sobrestimado. Já fiz outras coisas. Adoro exposições de cães. E vendo antiguidades.
O que escolhia para ela? Que espécie de pergunta é essa? O que escolhia? Escolhia uma enorme tabuleta:
«Fechada devido a inundação.»
O que diria ela? Eu já lhe disse. Não é bem a mesma coisa. Ela não é como uma pessoa que fala. Calou-se há muito tempo. É um lugar. Um lugar onde ninguém vai. Está fechada, nos subterrâneos. Fica lá em baixo. Está satisfeita? Já falei consigo… arrancou-me as palavras. Fez uma velhota falar sobre as suas partes baixas. Está satisfeita agora? [Vira as costas. Depois volta-se novamente.]
Sabe, na verdade, é a primeira pessoa a quem contei esta história e sinto-me mais aliviada.
[…]
A MINHA VAGINA ERA A MINHA ALDEIA
A minha vagina era um campo verde com flores rosadas e claras, onde as vacas mugiam e o sol repousava, e que um meigo namorado tocava suavemente com uma pequena palha dourada.
Há algo entre as minhas pernas. Não sei o que é. Não sei onde está. Não lhe toco. Agora não. Já não. Desde então.
A minha vagina era tagarela, impaciente, tinha tanto para dizer, muitas coisas para contar, não desistia e não se calava. Ó sim, ó sim.
Desde que sonho que nela existe um animal morto cosido com linha de pesca negra e grossa. E o terrível cheiro deste animal morto não desaparece. A sua garganta foi cortada, sangra e suja os meus vestidos finos de Verão.
A minha vagina cantava as canções das raparigas, as canções tilintantes dos badalos das cabras, as canções dos agrestes campos no Outono, as canções da vagina, as canções da vagina que era o meu lar.
Desde que os soldados a trespassaram com uma espingarda grande e grossa. O cano de aço gelado cala o meu coração. Não sei se vão dispará-la ou empurrá-la até ao meu cérebro e girá-la. Entre eles, seis médicos monstruosos com máscaras negras enfiam garrafas dentro de mim. Vejo paus e o cabo de uma vassoura.
A minha vagina nadava nas águas do rio, nas águas límpidas que jorravam continuamente sobre as pedras queimadas do sol, sobre o clítoris duro como as pedras sobrepostas nas margens do rio.
Desde que ouvi a pele rasgar-se e guinchar, desde que fiquei com um pedaço da minha vagina na mão, uma parte do lábio que já não existe.
A minha vagina. Uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio. A minha vagina era a minha aldeia.
Desde que homens que cheiravam a fezes e a carne fumada se revezaram durante sete dias e deixaram o seu esperma hediondo dentro de mim. Tornei-me um rio de veneno e pus e todas as colheitas morreram. Tal como os peixes.
A minha vagina era uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio.
Eles invadiram-na. Chacinaram e incendiaram-na.
Agora já não lhe toco.
Não a visito.
Já lá não vivo.
Não sei onde fica.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Jorge Palma às 22:00 :) Bora?
Jorge Palma vai actuar ao vivo junto à Torre de Belém, às 22:00 horas, no âmbito das Festas de Lisboa 2009.
Em palco estará um quinteto de metais, composto por Laurent Filipe, Edgar Caramelo, Ruben Santos, Guto Lucena e Jean Marc. A Direcção musical é de Manuel Paulo.
São convidados Adolfo Luxúria Canibal, Cristina Branco, Fausto, Sérgio Godinho, JP Simões, Mariza, Rui Reininho, Toca a Rufar e Gaiteiros de Lisboa, A entrada é livre, reservada a maiores de três anos.
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sábado, 11 de julho de 2009
Maior Tacho de Caracóis do Mundo 11 de Julho • 18h Parque da Cidade A Câmara Municipal de Loures, através do Gabinete de Turismo, vai realizar pela 10.ª vez consecutiva, de 17 a 26 de Julho, o “Festival do Caracol Saloio”. O evento, que começou por ser uma simples festa local, depressa se tornou num acontecimento regional, e mais rapidamente ainda se transformou num mega-acontecimento gastronómico a nível nacional. Assim, no ano em que o “Festival do Caracol Saloio de Loures” festeja o seu 10.º Aniversário, vamos dá-lo a conhecer além-fronteiras, com uma megainiciativa denominada “Maior Tacho de Caracóis do Mundo”, tentativa de Recorde do Guinness. Este evento representa pois um enorme desafio para o nosso Município, bem como para todos os fãs do “Festival do Caracol Saloio”, pois só com a sua animada presença no dia 11 de Julho, no Parque da Cidade de Loures, poderemos vencer esta grande aposta. Com três metros de diâmetro e um de altura, é neste enorme tacho que serão preparados e confeccionados, uma tonelada de caracóis, distribuídos gratuitamente a todos os presentes no local a partir das 18h00. A preparação deste gigantesco petisco decorrerá sob direcção e orientação do extraordinário Chefe Silva, grande ícone da Gastronomia em Portugal, que vai encabeçar uma equipa que terá a cargo a elaboração dos caracóis. As bebidas??? Já a música e a animação serão como os caracóis, totalmente grátis! Aceite então o nosso repto, contribuindo com a sua presença, apetite e boa disposição para que o nosso país e mais precisamente o nosso concelho, integre as páginas do World Guinness Book.
Bem, essas serão vendidas a um valor simbólico, e o lucro reverterá a favor da Instituição Particular de Solidariedade Social - Associação Luís Pereira da Mota.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Teatro Gil Vicente em Cascais recebe “Ba-Ta-Clan” de J. Offenbach
0 comentários Postado por Viajante às 09:53– DIAS 19 E 20 DE JUNHO | 21H45 – ENTRADA LIVRE – “Ba-Ta-Clan”, uma opereta de Offenbach, vai estar em cena no Teatro Gil Vicente em Cascais, nos dias 19 e 20 de Junho, às 21h45, numa versão produzida por Eduardo Viana e encenada por Fernando Gomes. Nesta versão popular e divertida de “Ba-ta-Clan, que conta com a interpretação musical da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, está presente o sentido crítico, a inteligência e o génio musical de Offenbach. Para Eduardo Viana, esta opereta “insere-se com toda a propriedade no que deve ser uma das missões mais importantes para a arte e os artistas no nosso tempo: divulgar o lado mais divertido, lúdico e simpático da vida, servindo-o com a inteligência e sobriedade”. O elenco é constituído por Ana Cosme, Eduardo Viana, João Rodrigues, João Miranda, João Queirós, Miguel Calado, Ciro Telmo, Arménio Granjo, Osvaldo Sousa, João Rosa, Nuno Cardoso e Carlos Homem. Sinopse | A acção passa-se na China. Offenbach coloca-nos perante um ambiente onde a confusão é total: supostamente o imperador, a princesa e o mandarim são chineses, mas na realidade são cidadãos franceses. No desenrolar da acção as personagens vão descobrindo a verdadeira identidade de cada uma. Entrada Livre, limitada à lotação da sala.
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Um dos mais conceituados restaurantes de Lisboa situa-se no Convento das Bernardas. O espaço é deslumbrante, amplo, bonito e intimista.
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sábado, 6 de junho de 2009
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A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim "Pauperes commilitones Christi Templique Solomonici"), vulgarmente conhecida como Ordem dos Templários ou Ordem do Templo, foi uma das mais famosas Ordens Militares de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de assegurar a segurança dos muitos cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.
Os Templários Portugueses a partir de 1160 ficaram sediados na cidade de Tomar. Através da Bula Regnans in Coelis (12 de agosto de 1308) o Papa Clemente V dá conhecimento aos monarcas cristãos do processo movido contra os Templárops, e pela Bula Callidi serpentis vigil (dezembro de 1310) decretou a prisão dos mesmos. Em Portugal, a partir de 1310 o rei D. Dinis buscou evitar a transferência dos bens da ordem extinta para os Hospitalários. Posteriormente, a 15 de março de 1319, pela Bula Ad ae exquibus o Papa João XXII instituiu a Ordo Militiae Jesu Christo (Ordem da Milícia de Jesus Cristo) à qual foram atribuídos os bens da extinta ordem no país. Após uma curta passagem por Castro Marim, a nova Ordem viria a sediar-se também em Tomar.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Começo já por prometer que o concerto começa mesmo às 23h30! Mas se quiserem ir para o Lounge, beber uns vermutes antes da hora, estejam à vontade. Aliás, quando vierem tragam plumas e tutus porque os Lonely Drifter Karen vão transformar este bar, num pequeno cabaret-circo. As músicas da austríaca Tanja Frinta foram feitas em vários países levam-nos aos cafés de Paris do antigamente, aos bares fumarentos de sei-lá-onde, aos carroceis das férias, aos romances com algodão-doce e por aí fora. Vamos sair de Lisboa por umas horas e não precisamos de pagar nada por isso! Só salvas de palmas.
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terça-feira, 2 de junho de 2009
Finalmente o Sol está de volta. Apetece pegar nos amigos, no namorado, no marido, ou simplesmente sozinho partir para uma esplanada e ficar a desfrutar do Sol. Pega nos óculos de sol e aproveita! As melhores esplanadas para cada momento: Saborear a preguiça com os olhos no Tejo Lisboa panorâmica no Bairro Alto Os melhores locais para celebrar o pôr-do-sol
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
Clica aqui para leres sobre esta organização.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
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sábado, 30 de maio de 2009
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
o Downhill “saiu” do refúgio da montanha para se dar a conhecer à cidade e ao público em geral. Lisboa Downtown
Calçadas de empedrado, túneis, ruas estreitas e escadarias substituíram há muito as condições naturais da montanha, único spot para a prática de Downhill até à entrada no novo milénio.
Foi no ano de 2000, com o Lisboa Downtown, na altura ainda Red Bull Downtown, que, pela primeira vez, o Downhill “saiu” do refúgio da montanha para se dar a conhecer à cidade e ao público em geral.
Atletas de renome nacional e internacional, num cenário propício à práctica da modalidade nas condições mais extremas resultaram num espectáculo absoluto e único em todo o mundo, que colocou Lisboa na boca do mundo - Lisboa, a “Capital Mundial do Downhill Urbano”.
Aos longo dos anos, o evento e a modalidade cresceram lado-a-lado. Foram muitos os milhares de pessoas que se deslocaram a Alfama para assistir às descidas cronometradas e muitos mais os que em casa, pela televisão ou internet, acompanharam segundo a segundo, descida a descida cada edição do Lisboa Downtown, como quem o vê pela primeira vez.
Passaram 10 anos, e, todos os anos, o som da partida é dado e os melhores do mundo lançam-se à conquista do título de “Rei de Alfama”. O público aplaude e vibra com as descidas frenéticas, as curvas apertadas e a proximidade dos atletas.
No próximo dia 23 de Maio de 2009 comemora-se o 10.º aniversário do
Lisboa Downtown.
Os melhores do mundo, como sempre, marcarão presença. Estão assim reunidas todas as condições para que esta edição seja mais um sucesso e o evento continue a celebrar a modalidade de todos nós, o Downhill…Urbano.
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