segunda-feira, 27 de julho de 2009


"Kill all my demons, and my angels might die too."

terça-feira, 7 de julho de 2009

De lebre a tartaruga

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Awakening


A terra emergirá pura do mar
De lágrimas sem fim onde me invento.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Aparências


perrrrrrrfect?

Yes, if it has lovers on it.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Encruzilhadas


às vezes a maior prova de amor é seguir em frente.

às vezes precisamos de espaço e solidão para crescer.
...e há uma altura em que perdemos o medo disso. Esse dia chegou.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Correspondiam-se em sonhos que é o lugar das coisas impossíveis ou ideiais. Preservam de si a ideia de um lugar real, de um corpo com substância e densidade sujeito a se esvair de vida ou cansaço.
Correspondiam-se com cartas de tulipas ou geriberas, sem tinta que se visse que não a dos olhos cozidos a luz e a dúvida.
Eram um diálogo que se diria sozinho, quase monólogo não fosse a existência do outro.
Aquela existência era uma correspondência natural entre duas almas pouco ajustada ao mundo, bebedoras de beleza, muito e um pouco em excesso.
Era uma correspondência pouco clara com alguns gatafunhos a pulso incerto a pulso que hesita no que diz mas que não falha a morada. E a carta lá seguia, sem carteiro nem selo, pelas ruas semi-povoadas de memórias e desejos de futuros, rente à pele e à palavra, até encontrar destinho, até perfazer a exigência do real.

domingo, 5 de abril de 2009


"Não esperes nunca de mim que eu seja fiel a qualidades que não tenho. O que podes é contar com as que tenho. Porque nessas não te falharei nunca."

Miguel Sousa Tavares, Equador

quarta-feira, 1 de abril de 2009


Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.

Clarice Lispector

segunda-feira, 30 de março de 2009

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.

'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...

E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore!

E pior, nunca caiu de uma. É um mole.

Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.

Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.

Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.

Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.

Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.

Confesso, senti-me velho...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.

Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.

Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.

Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.

Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.

Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.

E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?

E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.

Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.

Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.

É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)

segunda-feira, 16 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

So many fights, grief and pain

So many nights awake in vain
So many words without meaning
So many wounds that keep bleeding...

So...
I wonder why, how these could be
If we keep caring, you and me...

domingo, 1 de março de 2009

You ever woken up of a morning wonderin if this one was gonna be your last? You ever got that feelin in your stomach as you lay there wonderin that? (…) Like butterflies. Like butterflies gone ballistic. Like butterflies gone wrong.

Debbie Tucker Green, 
Dirty Butterfly 

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Letras importantes :)


Gosto de palavras, mas poucas vezes me lembro a decompô-las em unidades menores, como as letras.
Hoje escolhi o E:

  • Emanuel
  • Eu
  • Essência
  • Evolução
  • Energia
  • Emoções
  • Estados de alma
  • Ego
  • Emails
  • Especial
  • ...
Sugestões?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"O dedo que aponta para a lua não é a lua."

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
C. Drummond de Andrade

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