sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
"O dedo que aponta para a lua não é a lua."
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Já agora por curiosidade... 4 é o número da estabilidade e do equilíbrio.
PS: ... e também há os "fantastic 4"!!!
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Como é que a retina converte a luz em sinais nervosos que são a base da visão humana? Que sequências genéticas são necessárias para codificar os pigmentos visuais humanos, como funcionam e o que falha para existirem doenças da retina?
As respostas foram descobertas pelos cientistas Jeremy Nathans e King-Wai Yau e valeram-lhes um milhão de euros. A investigação, feita na universidade norte-americana Johns Hopkings, foi distinguida hoje, em Lisboa, com o Prémio António Champalimaud de Visão 2008, o maior nesta área de conhecimento.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Se recuarmos no tempo até aquela que foi uma das grande referências do ocidente, a antiguidade clássica, encontramos em vários textos de pensadores a defesa da inclusão da mulher no mundo político. Os escritos de Platão remetem à necessidade de inclusão da mulher no funcionamento da pólis. Na República, lê-se que a mulher deve receber a mesma educação ministrada ao homem, qual seja, o ensino da música, ginástica e também da guerra. Preocupante é que há pouco mais de uma década, em 1995 na Plataforma de Acção de Pequim ainda se estivesse a definir como uma das prioridads a questão da mulher no exercício do poder e na tomada de decisões e a apontar medidas concretas que deveriam ser adoptadas por governos, sector privado, instituições académicas e organizações não-governamentais para que as mulheres tenham maior acesso e uma participação efectiva nas estruturas de poder e na tomada de decisões. Ao aumentar essa influência em todos os níveis da vida pública, aumentam as possibilidades de mudança em direcção à igualdade de géneros e ao empowerment da mulher, no desenho de uma sociedade mais justa e democrática.
O voto de Carolina Beatriz Ângelo nas eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, foi o primeiro representativo das mulheres quer em Portugal, quer no contexto europeu. Este voto foi conseguido com base numa omissão da lei que não referia que o chefe de família tinha de ser do sexo masculino. Foi também disputada por Ana de Castro Osório esta tentiva de voto, mas como era casada, a possibilidade de o conseguir nem sequer se colocava.
Este acontecimento permite-nos abordar dois aspectos, primeiro que politicamente as mulheres em Portugal viveram desde o início do século passado num quadro jurídico-constitucional que não obstante ser dos mais avançados no que a este assunto diz respeito, não reflecte nem mobilização das mulheres nem o espaço dado pelos homens para a sua livre concretização. O segundo que a luta das mulheres pelo acesso à participação política, apesar de cada vez mais ténue desde os anos 90, mostra claramente uma cisão entre aquelas que têm um poder associado a um partido ou ao governo e as feministas. Em ambos os casos os traços de ideologia distintivos parecem sobrepor-se à procura de um plano global de acção que se concentre mais no resultado que no seu próprio âmago.
O desentendimento entre Ana de Castro Osório e Adelaide Cabete, por não terem a liberdade de acção desejado para as lojas maçonas, depois um trabalho assinalável feito junto dos republicanos no interior da maçonaria, veio a ser a ocorrência mais marcante desta realidade e a maior perda do feminismo e do sufragismo portugueses.
Com uma nova forma de abordagem, através da literatura, assistimos entre 60 e 70, à discussão do sentir e das realidades femininas por Maria Lamas, Maria Velho da Costa, Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta. Também Maria de Lourdes Pintasilgo, vem dar os primeiros passos para a constituição do que se chamará mais tarde a Comissão da Condição Feminina, tendo sido a única mulher em Portugal a ocupar a Pasta de Primeira Ministra.
A estes podiamos ainda juntar os nomes de Natália Correia, Maria Isabel Aboim Inglês, Sofia de Mello Breiner, e outros mais recentes como Leonor Beleza ou Odete Santos que trabalharam para que a sociedade fosse mais inclusiva e que a representatividade nos órgãos eleitos fosse mais consentânea com a composição da sociedade.
Contudo podemos será que podemos afirmar que estas mulheres tiveram uma acção realmente marcada do seu género ou desenvolveram políticas baseadas em modos de ver e perceber a realidade distintos? Será que podemos dizer que elas alcançaram realmente os direitos que reivindicavam, como o divórcio, ou estes foram apenas concedidos, pelo interesse que o género masculino também tinha nos mesmos?Nos primeiros anos da democracia portuguesa que se seguiram a 1974, as mulheres ganharam socialmente uma igualdade progressiva como foi o direito de voto, o acesso a todas as carreiras profissionais e deixarem de depender dos maridos em diversas circunstâncias, sem ter de para isto mobilizar as organizações femininas existentes ou de encetar uma conquista dura. As alterações reflectiam finalmente o sistema sem que as mulheres tivessem que se emancipar pela força. Não quero tirar de forma alguma o valor desta evolução, o que se pretende aqui perceber é a conjuntura história que está na origem do perfil das mulheres e da sua relação com o poder e a política. A sua posição de vítima acaba por ser de uma “vítima culpada” ou seja, apesar do seu sentido agudo para rever e se envolver nas questões sociais, a verdade é que não há um poder de organização e liderança de forma pacífica e frutuosa o suficiente para fazer a diferença. Não houve propriamente movimentos de massas femininos, apenas vários grupos de mulheres como as Sufragistas, a Liga das Mulheres Republicanas ou a Maçonaria.
Acredito que o advento da mudança virá da espera privada e com a progressiva entrada da mulher nas multinacionais e nos ambientes empresariais de topo. A aculturação a uma realidade que exige constantemente negociação e pontes para chegar a objectivos concretos levará necessariamente a uma mudança de paradigma. Já não se trata de se distinguir ou de ser notável num tempo em que o poder é masculino, já não se trata de impor uma posição, uma regra, como quem dirige uma casa, trata-se de um espaço onde as valências de cada um valem tanto mais quanto mais valer o todo em que se inserem. Até aqui as mulheres distinguiam-se na medicina, no direito, na educação e noutros campos onde o génio per si valia, o desafio que agora se põe é outro, o da liderança e da estrutura.
Antes de terminar, gostaria de partilhar convosco a teoria de Kjell Nordström, guru do novo mundo dos negócios. A sua teoria chama-se Evelution e defende que dentro de 25 anos assistiremos à queda do poder do homem no mundo empresarial passando a mulher a ocupar os lugares de topo dentro das organizações. No passado a indústria, a tecnologia, exigiam força e resistência física portanto a ideia de ser o homem a liderar fazia sentido. Hoje com um computador, um comando, consegue-se gerir um império, as exigências mudaram e as capacidades exigidas a um líder também. Curiosamente o interessante de tudo isto é que a maior mudança política dos nossos tempos, dar-se-à por motivos completamente alheios à política e ao pensamento teórico, e acontecerá ascendentemente. O desafio que ai vem põe-se tanto à mulher, como ao homem que assistirá a uma mudança na sua forma de viver.
Mais mulheres em cargos de decisão não é sinónimo de mais medidas políticas promotoras da igualdade de género, mas é representativo de uma evolução social que terá implicações políticas. Como é evidente não é necessário ser-se mulher para desenvolver esta ou aquela medida em benefício de uma sociedade mais justa, o importante é que cada um de nós traga para o exercício da política nos lugares de decisão o seu legado de experiências e realidades vividas e esteja de facto disposto a vincular as suas acções à sua visão e não apenas a fazer uma colagem ao pensamento vigente. Ás mulheres já foi preciso o saber fazer, agora é preciso que saber pensar o mundo, ganhar o domínio do pensamento geo-político e estratégico que até agora foi da esfera masculina. A mulher, como disse a fotografa norte americana Barbara Kruger, “é mais”. Mais emoção, mais abragência, mais capacidade de concretizar mais coisas ao mesmo tempo. Não podemos apenas pedir mais, temos de ser mais!
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terça-feira, 24 de junho de 2008
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sábado, 14 de junho de 2008
Clarice Lispector
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