segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Marcadores: Desejos, Freedom;, Introspecção
domingo, 7 de setembro de 2008
não conheço limites
não conheces limites
nada pára um beijo
nada sustém o desejo,
depois que o amor o transforma
e a alma lhe dá forma.
Não conheço limites
não conheces limites
o tempo passa,
mas nada há que nos desfaça.
Marcadores: Introspecção, Love Tales; Fatias de Felicidade, Tenderness
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Marcadores: Introspecção
terça-feira, 15 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Abro o baú das memórias... memórias dos tempos em que eu era uma fada que vivia numa casa do bosque. Lembro-me de estar sentada na cama à espera que os meus poderes chegassem, de descobrir o meu reino de seres mágicos e maravilhosos, bem mais encantadores do que os dos filmes que via. O mundo nos (e dos) meus sonhos era algo de inimaginável, de uma beleza indizível e de sentimentos ancestrais... era um mundo a côr de rosa e lilás, com saias de tule esvoaçante, unicórnios brancos e meninas de longos caracóis dourados a sorrir. Era um mundo de magia, daquela magia que existe realmente em nós quando ainda acreditamos que somos fadas. Eu era uma fada côr de rosa, de olho azul profundo, de pele rosada e macia, com longos dedos sensiveis ao amor dos outros. No meu mundo apenas existia a melodia das cordas dos pianos, asuavidade e a doçura do mais delicioso sumo de fruta acabadinha de colher.
Marcadores: Fatias de Felicidade, Introspecção
terça-feira, 8 de julho de 2008
Marcadores: Freedom; Fatias de Felicidade, Introspecção
sábado, 5 de julho de 2008
Vi uma vez um filme realmente inspirador... na verdade não me lembro do título, mas lembro-me do conteúdo (a meu ver bem mais importante).
Basicamente a teoria proposta é a de que se cada um de nós fizesse algo (o favor) realmente significativo para mudar a vida de alguém próximo, haveria mudanças profundas no mundo. Esse alguém próximo como forma de agradecimento teria apenas que fazer algo significativo para ajudar outra pessoa, dando assim seguimento à cadeia.
Marcadores: Introspecção, Trying;
terça-feira, 1 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Se recuarmos no tempo até aquela que foi uma das grande referências do ocidente, a antiguidade clássica, encontramos em vários textos de pensadores a defesa da inclusão da mulher no mundo político. Os escritos de Platão remetem à necessidade de inclusão da mulher no funcionamento da pólis. Na República, lê-se que a mulher deve receber a mesma educação ministrada ao homem, qual seja, o ensino da música, ginástica e também da guerra. Preocupante é que há pouco mais de uma década, em 1995 na Plataforma de Acção de Pequim ainda se estivesse a definir como uma das prioridads a questão da mulher no exercício do poder e na tomada de decisões e a apontar medidas concretas que deveriam ser adoptadas por governos, sector privado, instituições académicas e organizações não-governamentais para que as mulheres tenham maior acesso e uma participação efectiva nas estruturas de poder e na tomada de decisões. Ao aumentar essa influência em todos os níveis da vida pública, aumentam as possibilidades de mudança em direcção à igualdade de géneros e ao empowerment da mulher, no desenho de uma sociedade mais justa e democrática.
O voto de Carolina Beatriz Ângelo nas eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, foi o primeiro representativo das mulheres quer em Portugal, quer no contexto europeu. Este voto foi conseguido com base numa omissão da lei que não referia que o chefe de família tinha de ser do sexo masculino. Foi também disputada por Ana de Castro Osório esta tentiva de voto, mas como era casada, a possibilidade de o conseguir nem sequer se colocava.
Este acontecimento permite-nos abordar dois aspectos, primeiro que politicamente as mulheres em Portugal viveram desde o início do século passado num quadro jurídico-constitucional que não obstante ser dos mais avançados no que a este assunto diz respeito, não reflecte nem mobilização das mulheres nem o espaço dado pelos homens para a sua livre concretização. O segundo que a luta das mulheres pelo acesso à participação política, apesar de cada vez mais ténue desde os anos 90, mostra claramente uma cisão entre aquelas que têm um poder associado a um partido ou ao governo e as feministas. Em ambos os casos os traços de ideologia distintivos parecem sobrepor-se à procura de um plano global de acção que se concentre mais no resultado que no seu próprio âmago.
O desentendimento entre Ana de Castro Osório e Adelaide Cabete, por não terem a liberdade de acção desejado para as lojas maçonas, depois um trabalho assinalável feito junto dos republicanos no interior da maçonaria, veio a ser a ocorrência mais marcante desta realidade e a maior perda do feminismo e do sufragismo portugueses.
Com uma nova forma de abordagem, através da literatura, assistimos entre 60 e 70, à discussão do sentir e das realidades femininas por Maria Lamas, Maria Velho da Costa, Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta. Também Maria de Lourdes Pintasilgo, vem dar os primeiros passos para a constituição do que se chamará mais tarde a Comissão da Condição Feminina, tendo sido a única mulher em Portugal a ocupar a Pasta de Primeira Ministra.
A estes podiamos ainda juntar os nomes de Natália Correia, Maria Isabel Aboim Inglês, Sofia de Mello Breiner, e outros mais recentes como Leonor Beleza ou Odete Santos que trabalharam para que a sociedade fosse mais inclusiva e que a representatividade nos órgãos eleitos fosse mais consentânea com a composição da sociedade.
Contudo podemos será que podemos afirmar que estas mulheres tiveram uma acção realmente marcada do seu género ou desenvolveram políticas baseadas em modos de ver e perceber a realidade distintos? Será que podemos dizer que elas alcançaram realmente os direitos que reivindicavam, como o divórcio, ou estes foram apenas concedidos, pelo interesse que o género masculino também tinha nos mesmos?Nos primeiros anos da democracia portuguesa que se seguiram a 1974, as mulheres ganharam socialmente uma igualdade progressiva como foi o direito de voto, o acesso a todas as carreiras profissionais e deixarem de depender dos maridos em diversas circunstâncias, sem ter de para isto mobilizar as organizações femininas existentes ou de encetar uma conquista dura. As alterações reflectiam finalmente o sistema sem que as mulheres tivessem que se emancipar pela força. Não quero tirar de forma alguma o valor desta evolução, o que se pretende aqui perceber é a conjuntura história que está na origem do perfil das mulheres e da sua relação com o poder e a política. A sua posição de vítima acaba por ser de uma “vítima culpada” ou seja, apesar do seu sentido agudo para rever e se envolver nas questões sociais, a verdade é que não há um poder de organização e liderança de forma pacífica e frutuosa o suficiente para fazer a diferença. Não houve propriamente movimentos de massas femininos, apenas vários grupos de mulheres como as Sufragistas, a Liga das Mulheres Republicanas ou a Maçonaria.
Acredito que o advento da mudança virá da espera privada e com a progressiva entrada da mulher nas multinacionais e nos ambientes empresariais de topo. A aculturação a uma realidade que exige constantemente negociação e pontes para chegar a objectivos concretos levará necessariamente a uma mudança de paradigma. Já não se trata de se distinguir ou de ser notável num tempo em que o poder é masculino, já não se trata de impor uma posição, uma regra, como quem dirige uma casa, trata-se de um espaço onde as valências de cada um valem tanto mais quanto mais valer o todo em que se inserem. Até aqui as mulheres distinguiam-se na medicina, no direito, na educação e noutros campos onde o génio per si valia, o desafio que agora se põe é outro, o da liderança e da estrutura.
Antes de terminar, gostaria de partilhar convosco a teoria de Kjell Nordström, guru do novo mundo dos negócios. A sua teoria chama-se Evelution e defende que dentro de 25 anos assistiremos à queda do poder do homem no mundo empresarial passando a mulher a ocupar os lugares de topo dentro das organizações. No passado a indústria, a tecnologia, exigiam força e resistência física portanto a ideia de ser o homem a liderar fazia sentido. Hoje com um computador, um comando, consegue-se gerir um império, as exigências mudaram e as capacidades exigidas a um líder também. Curiosamente o interessante de tudo isto é que a maior mudança política dos nossos tempos, dar-se-à por motivos completamente alheios à política e ao pensamento teórico, e acontecerá ascendentemente. O desafio que ai vem põe-se tanto à mulher, como ao homem que assistirá a uma mudança na sua forma de viver.
Mais mulheres em cargos de decisão não é sinónimo de mais medidas políticas promotoras da igualdade de género, mas é representativo de uma evolução social que terá implicações políticas. Como é evidente não é necessário ser-se mulher para desenvolver esta ou aquela medida em benefício de uma sociedade mais justa, o importante é que cada um de nós traga para o exercício da política nos lugares de decisão o seu legado de experiências e realidades vividas e esteja de facto disposto a vincular as suas acções à sua visão e não apenas a fazer uma colagem ao pensamento vigente. Ás mulheres já foi preciso o saber fazer, agora é preciso que saber pensar o mundo, ganhar o domínio do pensamento geo-político e estratégico que até agora foi da esfera masculina. A mulher, como disse a fotografa norte americana Barbara Kruger, “é mais”. Mais emoção, mais abragência, mais capacidade de concretizar mais coisas ao mesmo tempo. Não podemos apenas pedir mais, temos de ser mais!
Marcadores: Introspecção, wisedom bits
terça-feira, 24 de junho de 2008
Marcadores: Descobertas; Saudade; Fatias de Felicidade, Introspecção, Love
segunda-feira, 23 de junho de 2008
O facto de, em alguns momentos da história se ter assistido a uma obediência à autoridade inquestionável, levou Stanley Milgram a conduzir um estudo notável sobre o tema. É importante salientar a definição que Milgram atribui ao conceito de obediência: esta é uma acção manifesta que se operacionaliza no fazer algo a mando de alguém.
Milgram definiu uma situação experimental na qual o experimentador assumia um papel de autoridade ao orientar um participante (professor) a cometer actos que prejudicavam uma terceira pessoa (aluno), comparsa do experimentador. O objectivo principal do estudo consistia em compreender em que condições os participantes cumpririam ordens moralmente questionáveis.
A experiência exigia que o professor ensinasse ao aluno uma lista de pares de palavras e que punisse os seus erros através da administração de choques electricos cuja intensidade aumentaria proporcionalemente ao aumento das falhas.
Os resultados do estudo, ao contrário do que era esperado pelo próprio autor, mostraram que dos quarenta participantes, vinte e seis (65%) levaram o objectivo até ao fim administrando choques na ordem dos 450 volts (fatais). Embora 35% dos participantes não tivesse obedecido totalmente, todos administraram pelo menos 300 volts, apesar das reacções dolorosas manifestadas pelo aluno (que previamente havia sido instruído nesse sentido, visto que na verdade a administração dos choque não passava de uma encenação).
Quem me conhece sabe perfeitamente o meu fascínio por este tema, Apesar de vos apresentar de uma forma muito limitada e simplista a experiência realizada por Stanley Milgram vale a pena conhecer um pouco mais dos contornos da mesma. Por muito "batida" e desactualizada que esta esteja (como alguns "pensantes" defendem) ainda hoje dou por mim a pensar, e eu o que faria?
Vale a pena perder um bocadinho de tempo e pensarmos nos nossos limites, nas nossas fronteiras e barreiras, até que ponto estamos dispostos de abdicar da nossa liberdade e consequente responsabilidade para nos sentarmos no confortável banco da obediência. Afinal não fui eu que quiz... foi ele que mandou!
Marcadores: Favourites, Introspecção, Obediência
terça-feira, 10 de junho de 2008
Marcadores: Introspecção
quarta-feira, 4 de junho de 2008

Há anos que tento perceber a essência da natureza humana. Há anos que me dizem que o melhor preditor do comportamento futuro é o passado. Há anos em que a única certeza que se torna firme é a da impossibilidade de tal tarefa.
Provavelmente, estou apenas a desculpar-me por não ser propriamente uma pessoa perspicaz a prever os outros. Provavelmente estou apenas a racionalizar as minhas desilusões. De qualquer forma custa-me a aceitar...
Penso que sou "co-pensadora" do Carl Rogers, que para mim as pessoas são inatamente boas e que mesmo que o destino as tenha maltratado, perante um momento de beleza rendem-se. Sei hoje que isso não é verdade, mas não o sinto.
Não sei se hei-de continuar a tentar ou simplesmente desistir, vestir a farda de domadora de leões e enfrentar o circo de feras.
Disseram-me uma vez que a vida não passava disso. Será verdade?
Marcadores: Introspecção









