quarta-feira, 29 de julho de 2009
Farol do Cabo de São Vicente - Sagres
foi da glória dum povo o semideus radiante.
Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,
seu torrão dilatou, inóspito montado,
numa pátria... E que pátria! A mais formosa e linda
que ondas do mar e luz do luar viram ainda!
Campos claros de milho moço e trigo loiro;
hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro;
trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas;
nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas;
gados nédios; colinas brancas olorosas;
cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas;
selvas fundas, nevados píncaros, outeiros
de olivais; por nogais, frautas de pegureiros;
rios, noras gemendo, azenhas nas levadas;
eiras de sonho, grutas de génios e de fadas:
riso, abundância, amor, concórdia, Juventude:
e entre a harmonia virgiliana um povo rude,
um povo montanhês e heróico à beira-mar,
sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!
Pátria feita lavrando e batalhando: aldeias
conchegadinhas sempre ao torreão de ameias.
Cada vila um castelo. As cidades defesas
por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas;
e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento,
grimpas de catedrais, zimbórios de convento,
campanários de igreja humilde, erguendo à luz,
num abraço infinito, os dois braços da cruz!
E ele, o herói imortal duma empresa tamanha,
em seu tuguriozinho alegre na montanha
simples vivia – paz grandiosa, augusta e mansa! -,
sob o burel o arnês, junto do arado a lança.
Ao pálido esplendor do ocaso na arribana,
di-lo-íeis, sentado à porta da choupana,
ermitão misterioso, extático vidente,
olhos no mar, a olhar sonambolicamente...
«Águas sem fim! Ondas sem fim! Que mundos novos
de estranhas plantas e animais, de estranhos povos,
ilhas verdes além... para além dessa bruma,
diademadas de aurora, embaladas de espuma!
Oh, quem fora, através de ventos e procelas,
numa barca ligeira, ao vento abrindo as velas,
a demandar as ilhas de oiro fulgurantes,
onde sonham anões, onde vivem gigantes,
onde há topázios e esmeraldas a granel,
noites de Olimpo e beijos de âmbar e de mel!»
E cismava, e cismava... As nuvens eram frotas,
navegando em silêncio a paragens ignotas...
– «Ir com elas...Fugir...Fugir!...» Ûa manhã,
louco, machado em punho, a golpes de titã,
abateu, impiedoso, o roble familiar,
há mil anos guardando o colmo do seu lar.
Fez do tronco num dia uma barca veleira,
um anjo à proa, a cruz de Cristo na bandeira...
Manhã de heróis... levantou ferro... e, visionário,
sobre as águas de Deus foi cumprir seu fadário.
Multidões acudindo ululavam de espanto.
Velhos de barbas centenárias, rosto em pranto,
braços hirtos de dor, chamavam-no... Jamais!
Não voltaria mais! Oh! Jamais! Nunca mais!
E a barquinha, galgando a vastidão imensa,
ia como encantada e levada suspensa
para a quimera astral, a músicas de Orfeus:
o seu rumo era a luz; seu piloto era Deus!
Anos depois, volvia à mesma praia enfim
uma galera de oiro e ébano e marfim,
atulhando, a estoirar, o profundo porão
diamantes de Golconda e rubins de Ceilão!
Guerra Junqueiro, in 'Pátria'
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terça-feira, 28 de julho de 2009
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
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domingo, 26 de julho de 2009
A INUNDAÇÃO
[sotaque judeu de Queens]
As minhas partes baixas? Já não as visito desde 1953. Não, não teve nada a ver com o Eisenhower. Não, não. Lá em baixo há uma cave. É muito húmida. Descer até lá não é nada agradável. Acredite em mim. Uma pessoa fica agoniada. É sufocante. Dá enjoos. Há um cheiro a humidade e bolor. Ui! É insuportável. Cola-se à roupa.
Não, não houve um acidente ali em baixo. Não houve uma explosão nem um incêndio. Não aconteceu nada desse género. Não foi nada assim tão dramático. Aliás… bem, não interessa. Não. Não interessa. Não posso falar consigo sobre isso. Porque é que uma pessoa inteligente como a menina anda por aí a falar com velhotas sobre as suas partes baixas? Quando eu era rapariga, não era assim que nos entretínhamos. O quê? Deus do céu, está bem.
Houve um rapaz. Chamava-se Andy Leftkov. Era giro… bem, pelo menos eu assim pensava. Era alto, tal como eu, e eu gostava muito dele. Convidou-me para dar uma volta no seu carro…
Não lhe posso contar isto. Não posso falar sobre o que há lá em baixo. A gente simplesmente sabe que existe. É como uma cave. Por vezes ouvem-se ruídos lá em baixo. Ouvem-se os canos e certas coisas ficam presas… coisas e animais pequenos. É húmida e por vezes é preciso tapar as fendas. Porém, a porta está quase sempre fechada. Esquecemo-nos de que existe. Repare… uma cave faz parte da casa mas não a vemos nem pensamos nela. Mas existe porque em todas as casas é necessária uma cave. Caso contrário, o quarto seria na cave.
Oh, o Andy, o Andy Leftkov. Certo. O Andy era um rapaz bonito. Era um bom partido. Era o que dizíamos naquela altura. Estávamos no carro dele, um Chevrolet BelAir branco novinho em folha. Lembro-me de pensar que as minhas pernas eram demasiado compridas para o banco. Eu tenho as pernas muito compridas. Batiam no tablier. Eu olhava para os meus joelhos grandes quando ele me beijou de surpresa tal como nos filmes, na cena em que o rapaz abraça a rapariga e a arrebata. Fiquei excitada, muito excitada e, bem, houve uma torrente lá em baixo. Era incontrolável. Era como se uma corrente de paixão, um rio de vida, jorrasse de mim, das minhas cuecas, direitinha ao banco do seu Chevrolet BelAir novinho em folha. Não era urina e cheirava mal. Bem, para ser sincera, não me cheirava a absolutamente nada mas o Andy disse que cheirava a leite azedo e que eu estava a manchar o banco do carro. Eu era uma «rapariga esquisita e malcheirosa», dizia ele. Queria explicar-lhe que o beijo me tinha apanhado desprevenida e que normalmente eu não era assim. Tentei enxugar a torrente com o meu vestido. Era um vestido novo amarelo-claro e, manchado pela torrente, ficou muito feio. Sem me dirigir a palavra, o Andy levou-me a casa e, quando saí do carro e fechei a porta, também fechei a loja. Fechei-a à chave. Nunca mais se abriu. Depois, ainda saí algumas vezes com rapazes mas o receio de outra torrente deixava-me muito nervosa.
Eu costumava ter sonhos. Sonhos loucos. Oh, são disparates. Porquê? Porque eu sonhava com o Burt Reynolds. Não sei porquê. Nunca me entusiasmou muito na vida real mas nos meus sonhos… era sempre eu e o Burt. Eu e o Burt. O Burt e eu. Eu e o Burt saímos juntos. Fomos a um restaurante semelhante a tantos outros em Atlantic City. Um restaurante grande com candelabros enormes e milhares de empregados de mesa com coletes. O Burt dava-me uma orquídea para pôr ao peito. Eu prendia-a ao meu casaco. Ríamo-nos. Ríamo-nos muito, eu e o Burt. Comíamos cocktails de camarão. Camarões enormes e saborosos. Não parávamos de rir. Éramos muito felizes. Depois os nossos olhares cruzavam-se e ele puxava-me para si no meio do restaurante. Quando estava prestes a beijar-me, a sala estremecia, pombos esvoaçavam de baixo da mesa — não sei porque raio havia pombos debaixo da mesa — e surgia a torrente. Jorrava sem parar. E com ela vinham peixes e barcos pequenos e o restaurante ficava cheio de água. Burt estava ensopado até aos joelhos, com um ar terrivelmente decepcionado por eu ter feito das minhas outra vez, e olhava horrorizado para os seus amigos, o Dean Martin e outros tantos, que passavam por ele a nadar nos seus smokings e vestidos de noite.
Já não tenho estes sonhos. Desde que me tiraram praticamente tudo o que estava nas partes baixas. Retiraram-me o útero, as trompas, tudo. O médico quis armar-se em engraçadinho. Disse-me que era melhor deitar fora o que já não tinha uso. Mas descobri que afinal era um cancro. Tiraram-me tudo. De qualquer modo, quem é que precisa de tanta coisa? Não é verdade? É algo muito sobrestimado. Já fiz outras coisas. Adoro exposições de cães. E vendo antiguidades.
O que escolhia para ela? Que espécie de pergunta é essa? O que escolhia? Escolhia uma enorme tabuleta:
«Fechada devido a inundação.»
O que diria ela? Eu já lhe disse. Não é bem a mesma coisa. Ela não é como uma pessoa que fala. Calou-se há muito tempo. É um lugar. Um lugar onde ninguém vai. Está fechada, nos subterrâneos. Fica lá em baixo. Está satisfeita? Já falei consigo… arrancou-me as palavras. Fez uma velhota falar sobre as suas partes baixas. Está satisfeita agora? [Vira as costas. Depois volta-se novamente.]
Sabe, na verdade, é a primeira pessoa a quem contei esta história e sinto-me mais aliviada.
[…]
A MINHA VAGINA ERA A MINHA ALDEIA
A minha vagina era um campo verde com flores rosadas e claras, onde as vacas mugiam e o sol repousava, e que um meigo namorado tocava suavemente com uma pequena palha dourada.
Há algo entre as minhas pernas. Não sei o que é. Não sei onde está. Não lhe toco. Agora não. Já não. Desde então.
A minha vagina era tagarela, impaciente, tinha tanto para dizer, muitas coisas para contar, não desistia e não se calava. Ó sim, ó sim.
Desde que sonho que nela existe um animal morto cosido com linha de pesca negra e grossa. E o terrível cheiro deste animal morto não desaparece. A sua garganta foi cortada, sangra e suja os meus vestidos finos de Verão.
A minha vagina cantava as canções das raparigas, as canções tilintantes dos badalos das cabras, as canções dos agrestes campos no Outono, as canções da vagina, as canções da vagina que era o meu lar.
Desde que os soldados a trespassaram com uma espingarda grande e grossa. O cano de aço gelado cala o meu coração. Não sei se vão dispará-la ou empurrá-la até ao meu cérebro e girá-la. Entre eles, seis médicos monstruosos com máscaras negras enfiam garrafas dentro de mim. Vejo paus e o cabo de uma vassoura.
A minha vagina nadava nas águas do rio, nas águas límpidas que jorravam continuamente sobre as pedras queimadas do sol, sobre o clítoris duro como as pedras sobrepostas nas margens do rio.
Desde que ouvi a pele rasgar-se e guinchar, desde que fiquei com um pedaço da minha vagina na mão, uma parte do lábio que já não existe.
A minha vagina. Uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio. A minha vagina era a minha aldeia.
Desde que homens que cheiravam a fezes e a carne fumada se revezaram durante sete dias e deixaram o seu esperma hediondo dentro de mim. Tornei-me um rio de veneno e pus e todas as colheitas morreram. Tal como os peixes.
A minha vagina era uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio.
Eles invadiram-na. Chacinaram e incendiaram-na.
Agora já não lhe toco.
Não a visito.
Já lá não vivo.
Não sei onde fica.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mesmo se as o trabalho aperta,
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Quem disse que trabalhar tem de ser chato? De roupa confortável ou de sapatos rasos?
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sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Por todo o lado há música, é a melodia do verão é o "bicho carpiteiro" de quem não pode parar quieto.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Na minha rua há restos de vidas
Restos de famílias, de mães desaparecidas,
e outras a que deram vidas às vidas que por ali param,
vindas de passagem e de passagem lá ficaram.
Na minha rua há restos de cartazes,
restos de eleições de Sim! ao aborto e outras frases
que eu não votei mas fiz pressão para que outro alguém votasse
minha consciência passa a vida num impasse.
Na minha rua há restos de mim por todo o lado,
espalhados pelo tempo e pelo espaço.
Na minha rua há pedaços de mim por toda a parte,
rasgados e atirados pelo ar!
Na minha rua há restos de namoros
de beijos e de abraços de zangas e desaforos
e eu não tive ninguém que se designá-se a odiar-me,
do meu mau feitio de preguiça, humor e charme.
Na minha rua há restos de noites
restos de garrafas bebedeiras e açoites,
gemidos disfarçados pela euforia dos turistas
a porta de boates estão baratas como ariscas
Na minha rua há restos de mim por todo o lado,
espalhados pelo tempo e pelo espaço.
Na minha rua há pedaços de mim por toda a parte,
rasgados e atirados pelo ar!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Jorge Palma às 22:00 :) Bora?
Jorge Palma vai actuar ao vivo junto à Torre de Belém, às 22:00 horas, no âmbito das Festas de Lisboa 2009.
Em palco estará um quinteto de metais, composto por Laurent Filipe, Edgar Caramelo, Ruben Santos, Guto Lucena e Jean Marc. A Direcção musical é de Manuel Paulo.
São convidados Adolfo Luxúria Canibal, Cristina Branco, Fausto, Sérgio Godinho, JP Simões, Mariza, Rui Reininho, Toca a Rufar e Gaiteiros de Lisboa, A entrada é livre, reservada a maiores de três anos.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Liberdade, Igualdade, Fraternidade - 14 de julho de 1789 - vitória do povo contra a monarquia, a festa da República
1 comentários Postado por Viajante às 15:06Na manhã de 14 de julho, o povo de Paris saqueia o Hôtel des Invalides (dependências militares destinadas a abrigar soldados feridos em combate) apreendendo armas e dirigindo-se em seguida a uma velha fortaleza real, a Bastilha. Depois de um sangrento tiroteio, ele ocupa a fortaleza e liberta alguns prisioneiros que ali se encontravam.
A tomada da Bastilha é uma primeira vitória do povo de Paris contra um símbolo do Antigo Regime. O edifício, aliás, foi totalmente demolido nos meses seguintes.
A "festa da Federação", em 14 de julho de 1790, celebra com grande pompa o primeiro aniversário da insurreição. Em Paris, no Campo de Marte, uma missa é celebrada por Talleyrand, no altar da pátria.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade
Herança do século das Luzes, o lema "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" é invocado pela primeira vez durante a Revolução Francesa. Muitas vezes questionado, ele acaba se impondo na IIIª República. Ele está inscrito na constituição de 1958 e hoje faz parte de nosso patrimônio nacional.
Associadas por Fénelon ao final do século XVII, as noções de liberdade, igualdade e fraternidade são amplamente difundidas no século das Luzes.
Durante a Revolução Francesa, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" faz parte dos inúmeros lemas invocados. No discurso sobre a organização das guardas nacionais, Robespierre preconiza, em dezembro de 1790, que as palavras "O Povo Francês" e "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" sejam inscritos nos uniformes e nas bandeiras, porém seu projeto não é adotado.
A partir de 1793, os parisienses, rapidamente imitados pelos habitantes das outras cidades, pintam nas fachadas de suas casas as seguinte palavras: "unidade, indivisibilidade da República; liberdade, igualdade ou a morte". Mas logo são convidados a apagar a última parte da fórmula, demasiadamente associada ao "Terror"…
Como muitos dos símbolos revolucionários, o lema cai em desuso durante o Império. Ele ressurge durante a Revolução de 1848, marcado por uma dimensão religiosa, quando os padres celebram o Cristo-Fraternidade e abençoam as árvores da liberdade que são plantadas nessa ocasião. Quando é redigida a constituição de 1848, o lema "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", é definido como um "princípio" da República.
Desprezado pelo Segundo Império, ele acaba se impondo na IIIª República. Ainda são observadas, no entanto, algumas resistências, inclusive entre os partidários da República: algumas vezes dá-se preferência à solidariedade ao invés da igualdade, que pressupõe um nivelamento social, e a conotação cristã de fraternidade não é aceita por unanimidade.
Estas são valores muito esquecidos nas sociedades modernas só com reflexo nos grupos de pessoas reunidos em torno de um interesse, entenda-se de forma positiva. É importante que não se percam estes valores de reunião e partilha, que não se deixe passar para as gerações mais novas um sentido de alheamento e egoísmo indiferente ao próximo. Zelar pelo outro, genuinamente, pelo seu bem estar, pelo seu crescimento humano é algo que todos como cidadão somos responsáveis perante os que nos são imediatamente próximos. Foi por isto que lutámos! É isto que nos torna mais humanos.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Marcadores: Kitty mood
sábado, 11 de julho de 2009
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Maior Tacho de Caracóis do Mundo 11 de Julho • 18h Parque da Cidade A Câmara Municipal de Loures, através do Gabinete de Turismo, vai realizar pela 10.ª vez consecutiva, de 17 a 26 de Julho, o “Festival do Caracol Saloio”. O evento, que começou por ser uma simples festa local, depressa se tornou num acontecimento regional, e mais rapidamente ainda se transformou num mega-acontecimento gastronómico a nível nacional. Assim, no ano em que o “Festival do Caracol Saloio de Loures” festeja o seu 10.º Aniversário, vamos dá-lo a conhecer além-fronteiras, com uma megainiciativa denominada “Maior Tacho de Caracóis do Mundo”, tentativa de Recorde do Guinness. Este evento representa pois um enorme desafio para o nosso Município, bem como para todos os fãs do “Festival do Caracol Saloio”, pois só com a sua animada presença no dia 11 de Julho, no Parque da Cidade de Loures, poderemos vencer esta grande aposta. Com três metros de diâmetro e um de altura, é neste enorme tacho que serão preparados e confeccionados, uma tonelada de caracóis, distribuídos gratuitamente a todos os presentes no local a partir das 18h00. A preparação deste gigantesco petisco decorrerá sob direcção e orientação do extraordinário Chefe Silva, grande ícone da Gastronomia em Portugal, que vai encabeçar uma equipa que terá a cargo a elaboração dos caracóis. As bebidas??? Já a música e a animação serão como os caracóis, totalmente grátis! Aceite então o nosso repto, contribuindo com a sua presença, apetite e boa disposição para que o nosso país e mais precisamente o nosso concelho, integre as páginas do World Guinness Book.
Bem, essas serão vendidas a um valor simbólico, e o lucro reverterá a favor da Instituição Particular de Solidariedade Social - Associação Luís Pereira da Mota.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Porque não é fácil voltar ao início uma vez mais.
Escolher caminhos, apaziguar a alma, evitar as tentações e os erros.
Não é raro magoar outros nestas angústia ou instrumentaliza-los para nos estancarem a solidão.
Porque se querem passos firmes, mas se desconhece o caminho.
Porque a vida recomeçada com certezas de que sem se fazerem aceitações por comodismo, é tão mais duro que o conforto do já conhecido, levanta tanta saudade do que já foi feito, questiona-nos como se tivéssemos em interrogatório policial das nossas certezas.
Apetece-me gritar, apetece-me fugir, apetece-me ceder.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
A vida é como uma composição do final da segunda classe, em que ainda damos muitos erros e nos falta vocabulário para tudo o que nos vai cabeça. Apagamos, borramos o papel e ensaiamos novamente a caligrafia. Assim é com os projectos de vida novos, com os caminhos que se controem de início, parecem sair menos bem, aquém do que tínhamos imaginado, mais difíceis e menos perfeitos. A aprendizagem nunca foi fácil, mas também não é suposto ser.
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domingo, 5 de julho de 2009
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sábado, 4 de julho de 2009
Viemos de Lisboa entre conversas ligeiras, muitas sms's (cheguei à conclusão que os miúdos as usam como quem usa o messenger) e algumas tropelias e risos. Choveu a meio da viagem, o parabrisas avariou. Chegamos bem dispostas e alegres. Tomamos banhoca e jantamos. Saimos a dar uma voltinha pela cidade e acabamos no shopping
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Marcadores: A bit of pain; Going on, Reflexões
quinta-feira, 2 de julho de 2009
(de Caravana, Angelus Novus, 2008 – Microcosmos)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Marcadores: My baby girl :)
A vida é feita de pequenos momentos normais, sem magia.
Marcadores: Kitty mood; Tenderness; Reflexões
















