segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Bem-vindo Rodrigo! :)


Para fazer dos teus sonhos realidade, primeiro tens de despertar.

Corina Crawford

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Farol do Cabo de São Vicente - Sagres


Maior do que nós, simples mortais, este gigante
foi da glória dum povo o semideus radiante.
Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,
seu torrão dilatou, inóspito montado,
numa pátria... E que pátria! A mais formosa e linda
que ondas do mar e luz do luar viram ainda!
Campos claros de milho moço e trigo loiro;
hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro;
trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas;
nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas;
gados nédios; colinas brancas olorosas;
cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas;
selvas fundas, nevados píncaros, outeiros
de olivais; por nogais, frautas de pegureiros;
rios, noras gemendo, azenhas nas levadas;
eiras de sonho, grutas de génios e de fadas:
riso, abundância, amor, concórdia, Juventude:
e entre a harmonia virgiliana um povo rude,
um povo montanhês e heróico à beira-mar,
sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!
Pátria feita lavrando e batalhando: aldeias
conchegadinhas sempre ao torreão de ameias.
Cada vila um castelo. As cidades defesas
por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas;
e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento,
grimpas de catedrais, zimbórios de convento,
campanários de igreja humilde, erguendo à luz,
num abraço infinito, os dois braços da cruz!
E ele, o herói imortal duma empresa tamanha,
em seu tuguriozinho alegre na montanha
simples vivia – paz grandiosa, augusta e mansa! -,
sob o burel o arnês, junto do arado a lança.
Ao pálido esplendor do ocaso na arribana,
di-lo-íeis, sentado à porta da choupana,
ermitão misterioso, extático vidente,
olhos no mar, a olhar sonambolicamente...
«Águas sem fim! Ondas sem fim! Que mundos novos
de estranhas plantas e animais, de estranhos povos,
ilhas verdes além... para além dessa bruma,
diademadas de aurora, embaladas de espuma!
Oh, quem fora, através de ventos e procelas,
numa barca ligeira, ao vento abrindo as velas,
a demandar as ilhas de oiro fulgurantes,
onde sonham anões, onde vivem gigantes,
onde há topázios e esmeraldas a granel,
noites de Olimpo e beijos de âmbar e de mel!»
E cismava, e cismava... As nuvens eram frotas,
navegando em silêncio a paragens ignotas...
– «Ir com elas...Fugir...Fugir!...» Ûa manhã,
louco, machado em punho, a golpes de titã,
abateu, impiedoso, o roble familiar,
há mil anos guardando o colmo do seu lar.
Fez do tronco num dia uma barca veleira,
um anjo à proa, a cruz de Cristo na bandeira...
Manhã de heróis... levantou ferro... e, visionário,
sobre as águas de Deus foi cumprir seu fadário.
Multidões acudindo ululavam de espanto.
Velhos de barbas centenárias, rosto em pranto,
braços hirtos de dor, chamavam-no... Jamais!
Não voltaria mais! Oh! Jamais! Nunca mais!
E a barquinha, galgando a vastidão imensa,
ia como encantada e levada suspensa
para a quimera astral, a músicas de Orfeus:
o seu rumo era a luz; seu piloto era Deus!
Anos depois, volvia à mesma praia enfim
uma galera de oiro e ébano e marfim,
atulhando, a estoirar, o profundo porão
diamantes de Golconda e rubins de Ceilão!

Guerra Junqueiro, in 'Pátria'

sábado, 4 de julho de 2009

Viemos de Lisboa entre conversas ligeiras, muitas sms's (cheguei à conclusão que os miúdos as usam como quem usa o messenger) e algumas tropelias e risos. Choveu a meio da viagem, o parabrisas avariou. Chegamos bem dispostas e alegres. Tomamos banhoca e jantamos. Saimos a dar uma voltinha pela cidade e acabamos no shopping

de pois de nos perdermos no meio de tanta rotunda! Optamos por lhes dar um nome e já vai numa lista grandinha: Hello Kitty, Arte, Bússula, Chafariz, Cena (porque bão fazemos ideia que raio seja a figura que tem no meio :P) Vimos a Idade do Gelo III que é hilariante no meio de um balde de pipocas gigante e de uns óculos 3D fixolas.


Hoje, Sábado, depois do pequeno-almoço resolvemos adicionar mais um elemento à nossa dupla e fomos a S. pedro do Sul buscar uma amiga da Filipa, a Filipa. Pelo menos é fácil de fixar hihihi.
Demos uns belos mergulhos na piscina, almoço, voltinha de comboio pela cidade a uns 13km/h :D jogamos à bola (perdi 5-10 contra elas) jogamos às cartas e voltamos para a piscina para onde vamos agora :)
Mais memórias amanhã ou logo.
Isto de ser tia é uma descoberta difícil (tentem ter assunto com uma adolescente de 16 caladinha), mas muitoooo gira.
A família faz parte do nosso equilíbrio e os mais novos dão-nos uma grande noção de laços e importância da nossa presença e influência nas suas vidas.

domingo, 19 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Silk Jazz

"O cantinho mais desejado de Lisboa chama-se Silk e põe a cidade a seus pés.

Localizado nos últimos dois andares do Espaço Chiado, edifício que alberga troços da Muralha Fernandina, este clube nocturno privado foi feito à imagem dos mais sofisticados clubes das capitais europeias. O clube com o terraço mais disputado da cidade tem uma vista de 270º de cortar a respiração, desde o Castelo à Ajuda e com o Tejo de pano de fundo. Um espaço fluido, sofisticado e moderno que conjuga harmoniosamente arquitectura e design de interiores. 

O acesso ao sexto piso é feito através de dois elevadores panorâmicos, aqui encontra-se o hall de entrada, as casas de banho e o bengaleiro. Ao sétimo piso acede-se através de um elevador privado, local onde se encontra o bar principal e as pistas de dança. A decoração é minimalista e glamorosa, em tons de prateado, dourado, preto e cinza, com tecidos nobres, confortáveis sofás e paredes com textura." Lifecooler

O terraço tem uma vista deslumbrante a quase 360º sobre lisboa. É absolutamente de cortar as respiração. O Silk Club recupera o conceito de clube nocturno privado destinado exclusivamente aos seus membros e convidados, pelo que temos de conseguir um lugar na guest list para entrar


Ontem à noite fomos até lá ouvir jazz numa versão muito teasing :) uma noite deliciosa do alto nas colinas de Juno.

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