domingo, 11 de outubro de 2009

Foi uma guerra claramente ganha pelo Partido Socialista. Na luta entre os gigantes do poder local, o partido de José Sócrates conquistou 28 autarquias ao PSD de Manuela Ferreira Leite, que apenas conseguiu tirar nove aos socialistas. É evidente que Manuela Ferreira Leite destacou as vitórias do PSD em Espinho, Faro, ambas ao PS, e em Felgueiras à independente Fátima Felgueiras.

Mas os socialistas têm imensos trunfos neste guerra de autarquias. A começar por Leiria, que foi sempre dominada pelo PSD, Trofa e quatro câmaras no chamado cavaquistão. É evidente que é sempre uma lança em África os socialistas ganharem em Vila Nova de Paiva, Castro D’Aire, Tabuaço e Mangualde. E os casos multiplicam-se em distritos normalmente dominados pelo PSD. Com surpresas óbvias, como é o caso de Castelo de Paiva, em que o célebre Paulo Teixeira, o autarca que viveu a tragédia de Entre-os-Rios, viu a câmara passar para as mãos de um socialista.

É evidente que o PS também tem razões para sorrir na sua disputa com os comunistas. Mais para Sul, em pleno Alentejo, o PS conquistou seis autarquias ao partido de Jerónimo de Sousa, incluindo uma, Beja, que nunca tinha saído das mãos do PCP. É por isso que no balanço final o PS conquistou 131 câmaras e o PSD 139, também à conta de uma grande vitória nos Açores com cinco ‘roubos’ aos sociais-democratas. Agora restam oito câmaras para o PS alcançar o PSD e passar a ser o rei do poder local.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cruz Vermelha

Num dia frio de arrepiar...

Aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e à possibilidade da sua continuação durante o corrente século.

Se este aumento se deve a causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objeto de alguns debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988, no seu relatório mais recente[1] diz que grande parte do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado pelo aumento nas concentrações de gases estufa de origem antropogênica (incluindo, para além do aumento de gases estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição). O consenso cientifico é de que o aquecimento global é antropogénico. A maioria das academias de ciências do mundo fizeram um comunicado conjunto para que acerca do consenso não houvesse duvidas.

Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes esecas[9]. Podem também haver alterações nas freqüências e intensidades de eventos de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar eventos específicos ao aquecimento global. Outros eventos podem incluir alterações na disponibilidade agrícola, recuo glacial, vazão reduzida em rios durante o verão, extinção de espécies e aumento em vetores de doenças.

Incertezas científicas restantes incluem o exato grau da alteração climática prevista para o futuro, e como essas alterações irão variar de região em região ao redor do globo. Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro ou para adaptar às suas conseqüências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Quioto, que visa o combate à emissão de gases estufa.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Coisas da "Manela"

"Manuela Ferreira Leite teria grandes vantagens em se fazer acompanhar por um tradutor, de forma a solucionar o irritante desfasamento entre o seu cérebro e as suas cordas vocais".
João Miguel Tavares, "Diário de Notícias", 25-11-2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ler o que somos



Comigo foi mais ou menos assim que comçou o gosto pela escrita e quando damos por nós é a própria percepção do mundo que se altera e aprofunda com nos textos que escrevemos e nas palavras que lemos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Movimento pijaminha

Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!
São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia. Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente.As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino.Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam.No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva, mas nós aqui no estaminé achamos que é possível fazer melhor e resolvemos ultrapassar este número, se tiverem roupinha para dar digam, não nos importamos de recolher e fazê-la gerar ao IPO. Divulgarem ajuda, mas ajuda mais mexerem esse rabinho e irem já ao fundo do armário procurarem umas peças para dar.
http://www.ipolisboa.min-saude.pt/
Arrastão do Butterflies

terça-feira, 29 de julho de 2008

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai so br e os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em p lena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande cali br e disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso – "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.
Mário Crespo

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