segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dias cinzentos


Os dias são cinzentos pelas mais variadas razões, porque lá fora ameaça chover ou porque algo nos aborrece.

Eu estou aqui a navegar pelo dia de ontem, embrulhadinha no teu casaco quentinho, num autodromo ventoso. Do sono de manhã, das birras e das discussões que levam alguém a dizer “tem cá um feitio”. Navego pelo toque de os dedos suaves, de um sorriso traquina, pela picardia dos piropos e das bocas atrevidas.

Navego por um dia que se prolonga até aqui à minha gravatinha rosa choque e se esconde por baixo da minha boina rosinha num cabelo tímido já com data de mudança marcada no cabeleireiro.

O dia nasce de novo, o reboliço, os clientes a agitação, o lufa lufa.

Os dias são cinzentos pelas mais variadas razões mas nunca onde tu estás há cinzento.

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