terça-feira, 30 de setembro de 2008

Há amores assim...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Before going to bed



Mais uma vez lembrei-me de ti, dos teus detalhes, da tua beleza... Sinto saudade, muita...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008



Tão pouquinho tempo para fazer tudo o que gostaríamos de fazer!
Gostava de poder estar aí e aqui, de poder abraçar-te e esquecer que o corpo tem um peso e um lugar onde está preso.

domingo, 6 de julho de 2008

Solo



E do fundo do corpo veio um soluço e depois outro e outro até se abrir num rasgo todos os sentimentos, esperas, silêncios, palavras e dores. A música, meu amor, a música, esta sim tua, falava de ti, pelos dedos de um piano negro, misterioso, majestoso. O tempo abriu-se, o medo calou-se, no escuro da sala escutava a música inebriante. Se tivesse pele, eras tu. Eras tu, o teu abraço doce e perfumado, terno e poderoso, os teus lábios de nenúfar e deusa, segredo e sussuro da própria essência do sublime, eras tu a entrar na minha alma a esventrar toda estas escarpas que me atiram para o abismo, eras tu a arrancar ao meu corpo cansado um bafo de vida na tijoleira fria, eras tu a prender-me, era o teu amor.
E do fundo do corpo veio um soluço e depois outro e outro até se abrir num rasgo de luz na treva, um halo de elfos e fadas noutras histórias, noutras vidas adiadas e mortes suspensas em cada desilução e coração desfeito.
E do fundo do corpo veio um soluço e depois outro e outro e as forças foram cedendo, as lágrimas irromperam da face. O auditório cheio, pareceu vazio, apenas a música, o piano, o pianista e nós, amalgama de gente colados à cadeia, entregues ao sublime, ao arrebatamento que apenas a arte consegue.
"Solo" um nome perfeito para uma melodia que nos arranca à presença dos outros e deixa apenas a sós connosco como se fosse uma superficie espelhada.
De cortar a respiração....

domingo, 29 de junho de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Espero-te


Existe sempre no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto ou no meio das grandes cidades. Há sempre um momento de solidão e um momento de encontro. Quando essas pessoas se cruzam e os seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do Sol são únicas e nossas. A certeza real de que iremos novamente partir e mesmo assim é como se não houvesse nada que nos separasse . O Amor aguenta a perda, a espera. Há algumas que se fazem gémeas, confluem, entendem os gestos como se fossem partes de uma língua ancestral. Eu espero. Espero-te e nada do que é nosso se mudará por isso. A vida faz-nos Homens, mas o sonho faz de nós qualquer coisa mais.

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