sexta-feira, 19 de setembro de 2008

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.
Cecília Meireles

1 comentários:

Fanciulla disse...

Que bom que é acordar ao ritmo das tuas palavras doces:)
Não conhecia o poeminha, gostei muito, muito, muito... doce e terno, bem como tu:)