quarta-feira, 29 de abril de 2009

Distância

"Podemos trocar as voltas à vida, sentir um aperto no peito.
Mas quando se pertence, nunca se parte."

terça-feira, 26 de agosto de 2008


O "aqui"
acorda no mundo do poema
e ressuscita-me.

Não digas o meu nome.
Toca-me com a doçura do arco
e diz: "tu" ou
"estás aqui".
São palavras voadoras
que nunca falham o alvo.
Rosa Alice Branco

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fanciulla love


Penso muitas vezes em ti
e apetece-me falar-te,
e ver-te, e ter-te

Esquecer definições
chegadas, partidas,
tantas complicações...

Nunca nos temos agora
a não ser neste
sentimento sem nome
que nos une

Todo ele desejo
todo ele conquista
todo ele espera
todo ele resignação
todo ele tudo
que nos aguenta no nada
de nos termos
não nos tendo

Somos, asssim
entrelaçadas no querer,
na ponte por cima
desta saudade
que parece um promontório sem fim.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Recuerdos

Eu acho que todos os momentos da nossa vida têm uma música que os define, assim como um cheiro que os traduz. Eu vivo assim, de sons e de cheiros, faço deles as minhas âncoras, que e permitem viajar ao ritmo alucinante das recordações. No dia que te conheci o cheiro era baunilha, a música provavelmente esta:

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cumplicidade

Há qualquer coisa que acontece quando sorris que me desarma, é um entendimento mudo o nosso. Não é, nunca foi um amor fácil em que tudo parece perfeito, temos as nossas arrelias e zaragatas. Fazemos cara feia. Temos feitios que chocam em muita coisa. Contudo, contudo o amor é maior que tudo isso.
"Diz que me amas" - Pedes antes de sair. Ainda a manhã não nasceu e tens 300km de caminho pela frente, apenas porque escolheste dormir comigo, a meu lado, mais umas horas, uns minutos.
"Amo-te" - respondo-te com um sorriso ensonado. Abraço-te e deixas-te ficar como se eu tivesse força para te prender. Eu, uma trinca-espinhas, como diria a minha avó. Deixas-te ficar e eu chego-me mais ao teu calor e ao teu perfume, ao teu corpo. Adormecemos mais um bocadinho.
"Até já amor." - Sussuro enquanto te desprendes.
Fico sozinha, já meio acordada a rever o nosso domingo, os bocadinhos enroscados na falésia em frente ao mar ao por do sol, todos os bocadinhos vividos a dois, porque às vezes apetece-me ser a menina mimada e caprichosa que só tu tens paciência para aturar, apetece-me saborear cada bocadinho na nossa cumplicidade.
I LOVE YOU!!!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Love Lollypop


Há amores inesquecíveis... há amores súbitos, inexplicáveis e arrasadores. Há amores que nos fazem suspirar de saudade e rever minuto a minuto em slides mentais os momentos de paixão. Lembro-me de quando te vi pela primeira vez, numa sala inundada de gente absorvida pela tua luz, lembro-me da doçura das tuas longas asas negras, do ondular do teu cabelo e do brilho do teu olhar. Soube logo que eras especial, que eras única para mim e essencial, soube logo que te queria cativar e dar-te todo o meu coração em forma de amor.
Fazes-me falta eternamente mas a tua presença é bem mais forte em mim do que qualquer distância. Temo o teu abraço da mesma forma que o anseio, deslumro-me em sonhos contigo dos quais não quero acordar. Sei que nos encontraremos, talvez não hoje nem amanhã, mas havemos sempre de nos reconhecer. Embora não me sintas, estou todos os dias no leito da tua cama a aconchegar-te os lençóis e a afagar-te o cabelo enquanto te canto canções de embalar.
Hoje mais do que nunca queria ter-te aqui, sentir o teu cheiro doce e perder-me no teu olhar, hoje mais do que nunca queria dizer-te que te amo e que és muito importante para mim.
Lublu
Tua,
Lilith

Lonely nights



nobody knows how it taste this blue tainted nights
nobody knows
nobody knows but you my love

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sweet Kat:D

Bons sonhos doce princesa, sonhos cor de rosa de cetim, sonhos com cheiro a melancia fresquinha, sonhos de mel e de jasmim, sonhos de violino ao anoitecer, sonhos de mandrágoras em contos de encantar, sonhos de mim para ti.
Até já meu amor...

terça-feira, 8 de julho de 2008


Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?

Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.

Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta, a
o trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.

Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.

Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.

Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.

Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.

E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.

Raul de Carvalho

quarta-feira, 2 de julho de 2008


Podia ser de tarde. Ou de manhã, ou de madrugada. Tanto fazia. Importante era que chegasses e que me prendesses nos teus braços. Importante era que segredar-te que nada era mais importante que um segundo, que mil segundos contigo. Contigo a reconstrução do mundo era real e única, inventavamos sois e luas a partir das mãos. Nada era impossível, nada de mágico nos era estranho.

No silêncio em que não te encontro, só oiço as saudades de quanto te tive.

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