quarta-feira, 26 de agosto de 2009

I have a pink dream!

http://estado-invisivel.blogspot.com/

terça-feira, 25 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Going through...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Construi uma casa para morarmos... pensei em nós nas coisas que temos espalhadas, como se tivesse demorado muito a juntar as conchas mais preciosas numa concha e as tivesse deixado cair num ralo, irrecuperavelmente.

Construi uma casa para morarmos e hoje passei o umbral e deu-me um aperto no coração.
Agora que já não existes tu, aqui, para que me serve isto, quem é esta pessoa que habita estas pareces, que é feito da vida que devia aqui haver?
...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O amor encontra-se nos detalhes, mas pequenas coisas, nos mais impercetíveis gestos.

Quem o procura como quem vai buscar um pacote de leite ao supermercado é capaz de ter dificuldade em encontra-lo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Love Issues





terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um bar delicioso en la calle castellana :) tem uns mojitos como nem en cuba los hay!!! de beber e chorar por mais...e cair par o lado hihiihih

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A menina dos gelados

procura companhia para doce travessura :)

Aos meus olhos

...há um espaço onde o mundo tem outra cor e outra idade.

Há coisas que mudam, o mundo muda, maos aos meus olhos há coisas que permanecem iguais.
Para mim haverá sempre a terra do nunca :)

domingo, 9 de agosto de 2009



http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Solnado

sábado, 8 de agosto de 2009

Mar de Agosto

Sabe bem entrar mar adentro, como se a vida fosse feita de ondas e rumor.

Sabe bem a neblina na pele fria, o sabor forte do café enquanto o sol roupe entre as nuvens. Agosto é praia, férias, calma, amigos, é este bocadinho de arrepio pela manhã e de cocktails gelados e doces noite fora.
Agosto faz bem e torna a vida muitooo mais leve.



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Tejo à Vista

A pseudo-ilha K Urban Beach abriu as portas e João Macdonald não teve de navegar muito para dar à costa.

Tenha calma. Você não tem filhos pequenos, são quase seis da tarde e não há razão nenhuma para se meter na confusão do trânsito. É alguém que já teve o bom senso de abdicar do carro? Então apanhe o comboio daqui a uma hora e meia. Vai lá ter a casa à mesma. Permita-se ao pôr-do-Sol lisboeta. Vá namorar. Marque a última reunião do dia num lugar onde a gravata fica mal. Acomode-se no K Urban Beach. Esteja rodeado de areia e água por todos os lados, mas na cidade. É no pontão do Cais da Viscondessa, a Santos, do lado do rio. Em cima do rio, uma praia urbana. Abriu na sexta-feira.

O o K Urban Beach é uma pseudo-ilha noctívaga nas águas do rio sem contactos visuais que denunciassem o apêndice terrestre. Conseguiram o efeito edificando sobre a estrutura do pontão do Cais da Viscondessa, à qual se acede por um passadiço por entre areias. São cerca de 500 metros quadrados com capacidade, em segurança, para 300 pessoas.

Tem dois bares, pista de dança e um serviço de refeições ligeiras – serviço este que, acima de tudo, está disponível para eventos especiais: o cliente pode contratar o K Urban para festas ou animações semelhantes, usufruindo do serviço de catering. Em torno, um espelho de água (antes dele, mesinhas e chaises longues sobre areia). Na assistência musical estão alguns da dúzia de DJs que trabalham para o mundo K. A musical festarola popular do costume, portanto.

A abertura do K Urban Beach explica-nos mais um bocado desta Lisboa nova, se atentarmos na forma como ela se recicla, morre e nasce em simultâneo nos movimentos nocturnos. O electrocardiograma lunar diz-nos menos sobre os comportamentos pós-Sol posto do que sobre o período “em que já tudo pode ser tudo aquilo que parece”. A altura é uma em que os agentes da cidade – os institucionais, os nem por isso e os de todo – tentam esclarecer, ou conceber, o que Lisboa será e virá a ser; e, acima de tudo, como Lisboa pode ser imaginada por todos e pelo Outro. Lisboa dos poetas? Do rio? Do Berardo? Dos vestidos cor- -de-rosa e dos pregões tradicionais? Isso, e Lisboa do K Urban Beach, projectado para definir um âmbito da urbe enquanto atracção internacional. Devida justiça à parte, a Paris Plage não é bem a mesma coisa do que uma ilha cool na mais deliciosa foz europeia.

Neste Cais da Viscondessa estão a Adega do Kais (“rodízio de comida portuguesa”), o restaurante-bar Kais e o Skones, a esplanada do anterior, onde também se dança. Bem perto, no sonante Pátio do Pinzaleiro, em Santos-o-Velho, existe a Taska (serve-se “bife, massa e bacalhau com natas” – tudo a pensar em jantares de grupo) e logo ao lado está o bar-discoteca Konvento. No eixo 24 de Julho são bem sabidos a Kapital e o Kremlin.

Tenha calma. Você não tem filhos pequenos, são quase seis da tarde e não há razão nenhuma para meter-se na confusão do trânsito de Lisboa. Vá beber um copo ao K Urban Beach. Já agora, aqueles calções de banho que tem de reserva na mala do carro podem dar mais jeito aqui do que nas águas de Carcavelos: se tudo correr bem, confidenciou-nos o director de comunicação do Grupo K, o K Urban conseguirá pôr a funcionar em breve uma piscina própria. Sim sim, uma piscina com água limpa de piscina, não de Tejo, dentro do bar. Esse Tejo que reflecte o dia à solta. Não esqueça os chinelos.

K Urban Beach. Cais da Viscondessa, Rua da Cintura do Porto de Lisboa. 21 395 7101. Todos os dias das 18.00 às 04.00.

in TimeOut

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Museus à Noite

06 e 13 de Agosto
Local - Vários - Eixo Ribeirinho de Lisboa

Iniciativa conjunta com Museus diferenciados da cidade que excepcionalmente abrirão as suas portas num horário sui generis, à noite, para o público ter uma diferente perspectiva dos espaços e ter a oportunidade de um programa cultural nocturno original.

Horário - 18h00 ás 24h00

Museu Colecção Berardo -
www.museuberardo.com
Forte do Bom Sucesso -
www.ligacombatentes.org.pt
Panteão Nacional
Museu do Oriente -
www.museudooriente.pt
Mosteiro dos Jerónimos -
www.mosteirojeronimos.pt
Museu de S. Roque -
www.museudesaoroque.com
Museu da água -
www.museudaagua.epal.pt
Museu da Marinha -
www.museu.marinha.pt
Pavilhão do conhecimento -
www.pavconhecimento.pt
Metro -
www.metrolisboa.pt

terça-feira, 4 de agosto de 2009

M. S. LOURENÇO


CAMILO PESSANHA
SOBE OS DEGRAUS DO PARNASO

I

Antes de tudo a Música.
Onde prefiro o tempo ímpar,
Mais vasto & mais solúvel no ar,
Sem nada nele que pese ou pose.
Passo por isso ao peito
O som das sílabas, na grande oitava.
Nada mais sublime que a frase da chuva,
Onde o Indeciso soa com o Preciso.


II

Pelos silêncios amigos da lua,
Elevada a espuma, a névoa
Com pontas de sol & diamante
Espalha os anéis do sal, até que a Poente
Trazem, em porte circular, as nuvens
Agora lentas, ao subir para a bruma do cais,
Para a espuma da areia,
O sol iluminado pela noite.


III

No tom calmo através do fumo,
Na onda lenta que o fim do dia solta,
A tarde vibra violeta & eu sigo
O grave & o agudo da chuva.
Seis sentidos para ascender
Ao encontro das harmonias da noite.
Só a ressonância delas junta o sonho
Ao sino & a flauta ao gongo.

in Nada Brahma
Morreu o poeta, fica a obra.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

"Que Portugal viu o elefante Salomão? Que caminhos percorreu, que rios teve que cruzar, em que águas se banhou, que aldeias o acolheram, que pedras, desde então, nos esperam?

Para responder a estas questões a Fundação José Saramago inicia uma viagem por aquela que poderíamos considerar a rota portuguesa de Salomão, desde a cerca de Belém, em Lisboa, até à fronteira com Espanha em Figueira de Castelo Rodrigo. " Vale a pena espreitar aqui:

sábado, 1 de agosto de 2009

A gosto :)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Farol do Cabo de São Vicente - Sagres


Maior do que nós, simples mortais, este gigante
foi da glória dum povo o semideus radiante.
Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,
seu torrão dilatou, inóspito montado,
numa pátria... E que pátria! A mais formosa e linda
que ondas do mar e luz do luar viram ainda!
Campos claros de milho moço e trigo loiro;
hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro;
trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas;
nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas;
gados nédios; colinas brancas olorosas;
cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas;
selvas fundas, nevados píncaros, outeiros
de olivais; por nogais, frautas de pegureiros;
rios, noras gemendo, azenhas nas levadas;
eiras de sonho, grutas de génios e de fadas:
riso, abundância, amor, concórdia, Juventude:
e entre a harmonia virgiliana um povo rude,
um povo montanhês e heróico à beira-mar,
sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!
Pátria feita lavrando e batalhando: aldeias
conchegadinhas sempre ao torreão de ameias.
Cada vila um castelo. As cidades defesas
por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas;
e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento,
grimpas de catedrais, zimbórios de convento,
campanários de igreja humilde, erguendo à luz,
num abraço infinito, os dois braços da cruz!
E ele, o herói imortal duma empresa tamanha,
em seu tuguriozinho alegre na montanha
simples vivia – paz grandiosa, augusta e mansa! -,
sob o burel o arnês, junto do arado a lança.
Ao pálido esplendor do ocaso na arribana,
di-lo-íeis, sentado à porta da choupana,
ermitão misterioso, extático vidente,
olhos no mar, a olhar sonambolicamente...
«Águas sem fim! Ondas sem fim! Que mundos novos
de estranhas plantas e animais, de estranhos povos,
ilhas verdes além... para além dessa bruma,
diademadas de aurora, embaladas de espuma!
Oh, quem fora, através de ventos e procelas,
numa barca ligeira, ao vento abrindo as velas,
a demandar as ilhas de oiro fulgurantes,
onde sonham anões, onde vivem gigantes,
onde há topázios e esmeraldas a granel,
noites de Olimpo e beijos de âmbar e de mel!»
E cismava, e cismava... As nuvens eram frotas,
navegando em silêncio a paragens ignotas...
– «Ir com elas...Fugir...Fugir!...» Ûa manhã,
louco, machado em punho, a golpes de titã,
abateu, impiedoso, o roble familiar,
há mil anos guardando o colmo do seu lar.
Fez do tronco num dia uma barca veleira,
um anjo à proa, a cruz de Cristo na bandeira...
Manhã de heróis... levantou ferro... e, visionário,
sobre as águas de Deus foi cumprir seu fadário.
Multidões acudindo ululavam de espanto.
Velhos de barbas centenárias, rosto em pranto,
braços hirtos de dor, chamavam-no... Jamais!
Não voltaria mais! Oh! Jamais! Nunca mais!
E a barquinha, galgando a vastidão imensa,
ia como encantada e levada suspensa
para a quimera astral, a músicas de Orfeus:
o seu rumo era a luz; seu piloto era Deus!
Anos depois, volvia à mesma praia enfim
uma galera de oiro e ébano e marfim,
atulhando, a estoirar, o profundo porão
diamantes de Golconda e rubins de Ceilão!

Guerra Junqueiro, in 'Pátria'

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