quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice

conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo

dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos.

al berto

domingo, 13 de dezembro de 2009

2u

domingo, 22 de novembro de 2009

Acordar Perfeito

O acordar perfeito é assim doce e quente como um edredão como os teus braços. É Lânguido e tangente, luminoso como a manhã. É silêncio interrompido pela tua voz, é a tua voz a enroscar-se no meu corpo.

Manhãs de domingo, perfeitas, sem nada que as faça especiais. Apenas eu. Apenas tu.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Parabéns mamã! :)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Os substitutos

Filmezinho cool com enredo à maneira sim sr!

Não há actores marcadamente brilhantes mas o argumento e os efeitos justificam e ver o filme. Gosto da política "salta cá para fora" :P
De 1 a 10 dou uns 7,5


  • Título Original: Surrogates
  • Intérpretes: Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Ving Rhames
  • Realização: Jonathan Mostow
  • Distribuido em Portugal por: ZON Lusomundo
  • Género: Acção, Ficção Científica, Thriller
  • Ficha Técnica: Duração: 1h28mins | Origem: EUA
  • Site Oficial: http://chooseyoursurrogate.com/

Tea Pot


saves my day :)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

levaba ya varios fines de semana detrás de mí insistiendo en llevarme a comer, literal, “las mejores patatas bravas de Madrid”, pero por unas cosas o por otras, nunca encontrábamos el momento de acercarnos hasta el número 337 de la calle Alcalá donde queda Docamar. Por fin este domingo llegó el día: ¿te apetecen unas patatas bravas y una cervecita mientras vemos el futbol en una pantalla gigante? ¡Sí, sí, sí y mil veces sí!

En realidad cuando llegué allí, aparentemente un bar de barrio con dos plantas y un interior reformado, todavía no tenía claro si prefería que las patatas me parecieran de matrícula o se quedaran en un aprobado raspado, ¿qué por qué? Porque precisamente no quería que me pasara esto: todavía recuerdo el sabor de esas patatas en mi boca. Blanditas pero crujientes, doradas por fuera pero tiernas por dentro. Mmmm ¡Qué tarde tan sabrosa pasé! (y no me refiero solo a las patatas, pero ese es otro tema ;) ).


Siempre he sido de las personas que cree que uno debe dedicarse en cuerpo y alma a lo que mejor sabe hacer, sea lo que sea, y este ha sido, sin duda el caso de Docamar, una empresa familiar cuya fama ha traspasado fronteras gracias a su niña bonita: las patatas bravas. Dicen que el secreto de su éxito se basa en una buena clase de patata, el corte a navaja, un frito lento y una salsa casera muy trabajada, cuya receta se cuida con tanto recelo como la de la mismísima Coca Cola.

¿Sabíais qué? En Docamar cuentan con una persona que se dedica sólo y exclusivamente a pelar, cortar y freír los casi 2000 kilos de patatas que se consumen semanalmente. ¡Ahí es nada!. Pero como no solo de patatas bravas se alimenta el hombre, en Docamar también se preparan otro tipo de pinchos, tapas, raciones, arroces y menús del día, no menos caseros ni castizos como su plato estrella. La decoración, un tanto itinerante gracias a las contribuciones temporales del arte juvenil anónimo, también tiene su puntito. No les falta detalle, vamos. ¿Unas bravitas?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lisboa foi feita para ser descoberta em grupo, de prefência em boémia companhia. Hoje aqui, é A Taberna Ideal em Santos.

Chegados à Rua da Esperança 112 vimos de imediato que a casa estava já quase cheia. Desde logo bom indicador. Terça de Agosto em Lisboa e restaurante cheio ou só de fama ou a comida tem mesmo que ser boa.

A Taberna Ideal não é bem uma taberna no que toca ao seu ambiente e até mesmo estilo visual.

Imaginem-na mais (enquanto lá não vão) como a sala de estar da avó que quando esta vai à missa, o avô transforma em tasca p’rós amigos. Ai está. A Taberna Ideal. Entre mesas e cadeiras sem par, mármores e madeiras bem usadas e faianças entre a flor e o cavalinho eis que nos é apresentada a casa. A ementa, bem meus amigos (sim, que ali facilmente nos sentimos em casa de amigos), está frente aos vossos olhos, escrita pelas paredes à vossa volta.

Diz-nos a Tânia, que nos recebe, que por ali se prega o espírito da partilha e que para quatro à mesa nos aconselha uma tiborna, dois petiscos e dois pratos. Que assim seja então e para entrada venha assim uma tiborna de queijo de cabra com alecrim e mel.Tiborna de queijo de cabra com alecrim e mel Este tão esquecido appetizer(gostaram?) adorado em tempos pelas gentes do Sul do pais apresentou-se aos olhos com a mesma cara que ao paladar: Lindo.

Para a mesa veio ao mesmo tempo, servidos em dose abundante, os ovos mexidos com alheira da casa sobre farta fatia de pão. Saborosos os primeiros e não menos a segunda. Tudo no ponto (e nem sempre é fácil quando se misturam enchidos ao ovo). A mesa ainda sem espaço e já esperavam por nós as migas de camarão. Ainda que não as imagine ao balcão de uma qualquer tasca a acompanhar um copito de 3, aqui ficaram muito, muito bem. Eles estavam mesmo por lá…

Depois chegaram então os pratos principais. O rei da noite dava pelo nome de Arroz de Garoupa e Anchovas. .Tudo delicioso. As migas com a textura correcta e a o saborzinho a coentros e mar. Dizia-se por ali que o mais provável era pedir segunda dose de tão bom que estava..

O vinho alentejano e frutado, sem madeira. Perfeito em tão saborosa companhia - D. Rafael. Havia muito por onde escolher no campo vinícola e boa surpresa, muitovinho servido a copo. Venham mais casas Lisboetas a adoptar esta medida que todos nós agradecemos.

As sobremesas

Bolo de Cacau, Crumble de Maçã e Salame de Frutos SecosEstranhávamos não ver por ali qualquer referência às sobremesas. Bem procurávamos e, aparentemente, podíamos continuar a procurar… Uma vez mais a Tânia deu a dica:Bolo de Cacau ou Cheesecake de frutos silvetres … Fantásticos.

A prova dos nove, aquela que já aterroriza algumas casas menos dadas a coisas simples, o café muito, muito clarinho, em pires iguazinhos aos que havia em casa da minha avó!!. Eis que chega perfeito à mesa. E não há cá pacotinhos de açúcar que na casa da minha falecida avó também não havia dessas modernices. Uma bonboneira de vidro com açúcar amarelo que também adoça e não faz tanto mal.

Restaurante A Taberna Ideal
Tipo de cozinha: Portuguesa / Petiscos tradicionais com um toque urbano
Horário: De terça a sexta, das 19:00 às 02:00 – Sábado e domingo, das 13:30 às 02:00
Preço médio: 20€
Morada: Rua da Esperança 112-114, 1200-658 LISBOA
Telefone: +351 213 962 744
Pagamento: Numerário / ???

GPS: N38° 42.488 W09° 9.299 (Google / MapQuest)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Perfect simple moments

sábado, 24 de outubro de 2009


O momento mais libertador da minha vida foi em Londres,(…) estava eu a trabalhar numa loja de vinhos(…). Era um emprego de férias mas eu gostava de trabalhar lá. Sempre gostei de trabalhar rodeado por garrafas, é verdade. Mas o gerente era simpático e os clientes, sendo pessoas que não eram cegamente contra um copinho ou dois, também.
Um dia, às duas da tarde aparece lá o Chico Sande e Castro, que eu já não via há um ano. “Embora aí almoçar”, disse ele. O Chico, sendo um aristocrata, porta-se sempre como se estivesse em casa, em Portugal.
Como na Inglaterra não é costume ir-se almoçar às duas da tarde e eu já tinha gozado, há meia-hora atrás, o meu “lunch break” de meia-hora, fui ter com o gerente da loja e perguntei-lhe se podia saír durante uma hora e meia, para ir almoçar com este grande amigo meu que eu já não via há muito tempo.
O gerente explicou-me que não podia deixar-me sair porque ele estava aflito a escrever um relatório urgente e não havia mais ninguém para atender os clientes. Compreendeu e ficou com pena mas não podia deixar-me sair,
sorry.
O Chico disse “deixa lá, pá – eu apareço cá noutro dia”.
Só que ele estava a estudar em Brighton, no Sul da Inglaterra e eu estava em Manchester, no Norte e só por uma feliz coincidência é que estávamos os dois em Londres.
Para mais, estava um dia de sol.
Tirei o avental e disse ao gerente que ele é que tinha de desculpar, porque eu ia mesmo almoçar como o meu amigo. A conversa simpática rapidamente degenerou até o gerente anunciar-me que, caso eu saísse da loja, ele despedir-me-ia.
Aqui já o Chico se sentia mal por ter provocado esta situação e dizia “Ó pá, vamos antes jantar então, eu passo por cá.” E foi aí que ocorreu o momento libertador. E as três palavras mágicas foram “Que se lixe”. Despedi-me eu do gerente, agradecendo-lhe a maneira como sempre me tratou, e fui almoçar com o Chico. Durante os primeiros passos, enquanto o Chico ria-se e repetia “Este gajo é maluco!”, eu senti crescer-me na boca o maior sorriso que alguma vez tinha sorrido.
Percebi que a felicidade também se pode roubar. Eu tinha roubado um almoço com o meu maior amigo.
A grande alegria é descobrirmos que, em larga medida, somos nós os autores das nossas vidas. Podemos ser mentiroso; podemos ser tarados sexuais; podemos ser alcoólicos; podemos fugir dos problemas; podemos ser sempre frívolos; ou tristes.
Podemos ser inconsistentes. Num dia podemos ser pessoas de confiança e, no dia seguinte, não. E se, por acaso, quisermos ser boas pessoas, temos o grande prazer de sermos bons porque fomos nós que decidimos ser assim. É essa a liberdade que antecede todas as outras. Muito antes de haver liberdades oficiais, já os seres humanos podiam ser egoístas ou rancorosos. Antes de haver liberdade de expressão, qualquer pessoa podia dizer o que lhe apetecesse. Mesmo que o matassem depois, a coisa tinha sido dita e tinha sido ele a decidir dizê-la.
As pessoas esperam de nós que sejamos sensatos e saudáveis e bondosos. Mas isso é apenas o que eles querem; é um desejo; é uma opinião.
Mas, por muito sentido que faça, nós não só não somos obrigados a viver como eles querem, como somos livres de fazer o que quisermos.
Se as pessoas são nossas amigas aguentam-nos como nós somos e aceitam que não batemos bem as bolas e que fazemos merda.
A libertação daquele momento em Londres não foi estar-me nas tintas para aquele emprego: Foi ter podido escolher. As consequências do nosso almoço foram uma ninharia comparadas com a alegria que me trouxe.
Quase trinta anos depois, vivemos os dois em Portugal e quantas vezes vamos almoçar? Uma ou duas vezes por ano. E não é só o Chico. Tenho mais cinco grandes amigos, a começar pelo meu irmão, que quase nunca vejo.
A culpa é mais minha do que deles – embora eles também se aproveitem um bocadinho para se baldarem mais um pouco. Há um deles – O Pedro Rolo Duarte – com quem não vou almoçar só com enorme trabalho: mediante dúzias de mails a marcar, desmarcar e remarcar.
A moral da história não é que devíamos passar mais tempo com os amigos – claro que sim. Não, a moral é que os amigos continuam amigos apesar de quase nunca estarem juntos.
Porque os meus amigos aceitam a minha maneira de ser e de me comportar tal como eu aceito as maneiras deles. Não gosto; não compreendo; às vezes fazem-me raiva; às vezes entristecem-me; às vezes chocam-me. Mas que remédio tenho eu senão o azar de me terem calhado aqueles sacanas como amigos?
Foram esses os sacanas que me caíram no goto; é com eles que me divirto. Alguns até são boas pessoas, para que não se pense que só gosto dos sacanas.
Escolhemo-nos uns aos outros e, de um momento para o outro, podemos deixar de ser amigos. Sem essa liberdade; sem essa tristeza a pairar sobre a nossa amizade, a amizade ficaria vazia.
Continuamos a ser amigos mais o mais importante é que continuamos a querer ser amigos, porque é o que nos apetece. Almocemos ou não almocemos. A vontade de irmos almoçar, um dia destes, chega-nos perfeitamente. Não é uma expressão oca. Queremos mesmo ir almoçar um dia destes.
E isso é lindo, porque é livre.
Texto de Miguel Esteves Cardoso
in Playboy, Outubro 2009.


Roubei este texto que adorei de um blog amigo, vizinho.
Fez-me sorrir. Fez-me sentir livre. Eu tenho a sorte de ceder estas escapadelas constantemente. De saltar por cima do balcão de me escapar ao trabalho para fazer um piquenique a meio do dia ou comer gelado num dia de chuva, são momentos fugazes com amigos. Não importa nada se trabalho 16h por dia, ou se chove ou se corro para o ginásio ou para o curso. Quando nos move o prazer pelo que fazemos, rodeamos de pessoas de quem gostamos e nos apoiam, nem que seja a pregar um cortinado, sobreviver ao ataque do homem do gás ou na descoberta de um restaurante novo, de um sabor diferente.
Medo? Claro que sim, sempre fui uma menina assustada com a própria sombra e contudo desesperadamente arrojada e metida em aventuras :) enigmático? Certamente. Que importa isso, não temos de fazer sempre sentido, isso é para a literatura.
Gosto de encontros inesperados, desafios, sorrisos cúmplices, segredos e estar horas com amigos.
Gosto de me sentir bem e livre.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

You keep me UP :)

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