sexta-feira, 30 de outubro de 2009

levaba ya varios fines de semana detrás de mí insistiendo en llevarme a comer, literal, “las mejores patatas bravas de Madrid”, pero por unas cosas o por otras, nunca encontrábamos el momento de acercarnos hasta el número 337 de la calle Alcalá donde queda Docamar. Por fin este domingo llegó el día: ¿te apetecen unas patatas bravas y una cervecita mientras vemos el futbol en una pantalla gigante? ¡Sí, sí, sí y mil veces sí!

En realidad cuando llegué allí, aparentemente un bar de barrio con dos plantas y un interior reformado, todavía no tenía claro si prefería que las patatas me parecieran de matrícula o se quedaran en un aprobado raspado, ¿qué por qué? Porque precisamente no quería que me pasara esto: todavía recuerdo el sabor de esas patatas en mi boca. Blanditas pero crujientes, doradas por fuera pero tiernas por dentro. Mmmm ¡Qué tarde tan sabrosa pasé! (y no me refiero solo a las patatas, pero ese es otro tema ;) ).


Siempre he sido de las personas que cree que uno debe dedicarse en cuerpo y alma a lo que mejor sabe hacer, sea lo que sea, y este ha sido, sin duda el caso de Docamar, una empresa familiar cuya fama ha traspasado fronteras gracias a su niña bonita: las patatas bravas. Dicen que el secreto de su éxito se basa en una buena clase de patata, el corte a navaja, un frito lento y una salsa casera muy trabajada, cuya receta se cuida con tanto recelo como la de la mismísima Coca Cola.

¿Sabíais qué? En Docamar cuentan con una persona que se dedica sólo y exclusivamente a pelar, cortar y freír los casi 2000 kilos de patatas que se consumen semanalmente. ¡Ahí es nada!. Pero como no solo de patatas bravas se alimenta el hombre, en Docamar también se preparan otro tipo de pinchos, tapas, raciones, arroces y menús del día, no menos caseros ni castizos como su plato estrella. La decoración, un tanto itinerante gracias a las contribuciones temporales del arte juvenil anónimo, también tiene su puntito. No les falta detalle, vamos. ¿Unas bravitas?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lisboa foi feita para ser descoberta em grupo, de prefência em boémia companhia. Hoje aqui, é A Taberna Ideal em Santos.

Chegados à Rua da Esperança 112 vimos de imediato que a casa estava já quase cheia. Desde logo bom indicador. Terça de Agosto em Lisboa e restaurante cheio ou só de fama ou a comida tem mesmo que ser boa.

A Taberna Ideal não é bem uma taberna no que toca ao seu ambiente e até mesmo estilo visual.

Imaginem-na mais (enquanto lá não vão) como a sala de estar da avó que quando esta vai à missa, o avô transforma em tasca p’rós amigos. Ai está. A Taberna Ideal. Entre mesas e cadeiras sem par, mármores e madeiras bem usadas e faianças entre a flor e o cavalinho eis que nos é apresentada a casa. A ementa, bem meus amigos (sim, que ali facilmente nos sentimos em casa de amigos), está frente aos vossos olhos, escrita pelas paredes à vossa volta.

Diz-nos a Tânia, que nos recebe, que por ali se prega o espírito da partilha e que para quatro à mesa nos aconselha uma tiborna, dois petiscos e dois pratos. Que assim seja então e para entrada venha assim uma tiborna de queijo de cabra com alecrim e mel.Tiborna de queijo de cabra com alecrim e mel Este tão esquecido appetizer(gostaram?) adorado em tempos pelas gentes do Sul do pais apresentou-se aos olhos com a mesma cara que ao paladar: Lindo.

Para a mesa veio ao mesmo tempo, servidos em dose abundante, os ovos mexidos com alheira da casa sobre farta fatia de pão. Saborosos os primeiros e não menos a segunda. Tudo no ponto (e nem sempre é fácil quando se misturam enchidos ao ovo). A mesa ainda sem espaço e já esperavam por nós as migas de camarão. Ainda que não as imagine ao balcão de uma qualquer tasca a acompanhar um copito de 3, aqui ficaram muito, muito bem. Eles estavam mesmo por lá…

Depois chegaram então os pratos principais. O rei da noite dava pelo nome de Arroz de Garoupa e Anchovas. .Tudo delicioso. As migas com a textura correcta e a o saborzinho a coentros e mar. Dizia-se por ali que o mais provável era pedir segunda dose de tão bom que estava..

O vinho alentejano e frutado, sem madeira. Perfeito em tão saborosa companhia - D. Rafael. Havia muito por onde escolher no campo vinícola e boa surpresa, muitovinho servido a copo. Venham mais casas Lisboetas a adoptar esta medida que todos nós agradecemos.

As sobremesas

Bolo de Cacau, Crumble de Maçã e Salame de Frutos SecosEstranhávamos não ver por ali qualquer referência às sobremesas. Bem procurávamos e, aparentemente, podíamos continuar a procurar… Uma vez mais a Tânia deu a dica:Bolo de Cacau ou Cheesecake de frutos silvetres … Fantásticos.

A prova dos nove, aquela que já aterroriza algumas casas menos dadas a coisas simples, o café muito, muito clarinho, em pires iguazinhos aos que havia em casa da minha avó!!. Eis que chega perfeito à mesa. E não há cá pacotinhos de açúcar que na casa da minha falecida avó também não havia dessas modernices. Uma bonboneira de vidro com açúcar amarelo que também adoça e não faz tanto mal.

Restaurante A Taberna Ideal
Tipo de cozinha: Portuguesa / Petiscos tradicionais com um toque urbano
Horário: De terça a sexta, das 19:00 às 02:00 – Sábado e domingo, das 13:30 às 02:00
Preço médio: 20€
Morada: Rua da Esperança 112-114, 1200-658 LISBOA
Telefone: +351 213 962 744
Pagamento: Numerário / ???

GPS: N38° 42.488 W09° 9.299 (Google / MapQuest)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Perfect simple moments

sábado, 24 de outubro de 2009


O momento mais libertador da minha vida foi em Londres,(…) estava eu a trabalhar numa loja de vinhos(…). Era um emprego de férias mas eu gostava de trabalhar lá. Sempre gostei de trabalhar rodeado por garrafas, é verdade. Mas o gerente era simpático e os clientes, sendo pessoas que não eram cegamente contra um copinho ou dois, também.
Um dia, às duas da tarde aparece lá o Chico Sande e Castro, que eu já não via há um ano. “Embora aí almoçar”, disse ele. O Chico, sendo um aristocrata, porta-se sempre como se estivesse em casa, em Portugal.
Como na Inglaterra não é costume ir-se almoçar às duas da tarde e eu já tinha gozado, há meia-hora atrás, o meu “lunch break” de meia-hora, fui ter com o gerente da loja e perguntei-lhe se podia saír durante uma hora e meia, para ir almoçar com este grande amigo meu que eu já não via há muito tempo.
O gerente explicou-me que não podia deixar-me sair porque ele estava aflito a escrever um relatório urgente e não havia mais ninguém para atender os clientes. Compreendeu e ficou com pena mas não podia deixar-me sair,
sorry.
O Chico disse “deixa lá, pá – eu apareço cá noutro dia”.
Só que ele estava a estudar em Brighton, no Sul da Inglaterra e eu estava em Manchester, no Norte e só por uma feliz coincidência é que estávamos os dois em Londres.
Para mais, estava um dia de sol.
Tirei o avental e disse ao gerente que ele é que tinha de desculpar, porque eu ia mesmo almoçar como o meu amigo. A conversa simpática rapidamente degenerou até o gerente anunciar-me que, caso eu saísse da loja, ele despedir-me-ia.
Aqui já o Chico se sentia mal por ter provocado esta situação e dizia “Ó pá, vamos antes jantar então, eu passo por cá.” E foi aí que ocorreu o momento libertador. E as três palavras mágicas foram “Que se lixe”. Despedi-me eu do gerente, agradecendo-lhe a maneira como sempre me tratou, e fui almoçar com o Chico. Durante os primeiros passos, enquanto o Chico ria-se e repetia “Este gajo é maluco!”, eu senti crescer-me na boca o maior sorriso que alguma vez tinha sorrido.
Percebi que a felicidade também se pode roubar. Eu tinha roubado um almoço com o meu maior amigo.
A grande alegria é descobrirmos que, em larga medida, somos nós os autores das nossas vidas. Podemos ser mentiroso; podemos ser tarados sexuais; podemos ser alcoólicos; podemos fugir dos problemas; podemos ser sempre frívolos; ou tristes.
Podemos ser inconsistentes. Num dia podemos ser pessoas de confiança e, no dia seguinte, não. E se, por acaso, quisermos ser boas pessoas, temos o grande prazer de sermos bons porque fomos nós que decidimos ser assim. É essa a liberdade que antecede todas as outras. Muito antes de haver liberdades oficiais, já os seres humanos podiam ser egoístas ou rancorosos. Antes de haver liberdade de expressão, qualquer pessoa podia dizer o que lhe apetecesse. Mesmo que o matassem depois, a coisa tinha sido dita e tinha sido ele a decidir dizê-la.
As pessoas esperam de nós que sejamos sensatos e saudáveis e bondosos. Mas isso é apenas o que eles querem; é um desejo; é uma opinião.
Mas, por muito sentido que faça, nós não só não somos obrigados a viver como eles querem, como somos livres de fazer o que quisermos.
Se as pessoas são nossas amigas aguentam-nos como nós somos e aceitam que não batemos bem as bolas e que fazemos merda.
A libertação daquele momento em Londres não foi estar-me nas tintas para aquele emprego: Foi ter podido escolher. As consequências do nosso almoço foram uma ninharia comparadas com a alegria que me trouxe.
Quase trinta anos depois, vivemos os dois em Portugal e quantas vezes vamos almoçar? Uma ou duas vezes por ano. E não é só o Chico. Tenho mais cinco grandes amigos, a começar pelo meu irmão, que quase nunca vejo.
A culpa é mais minha do que deles – embora eles também se aproveitem um bocadinho para se baldarem mais um pouco. Há um deles – O Pedro Rolo Duarte – com quem não vou almoçar só com enorme trabalho: mediante dúzias de mails a marcar, desmarcar e remarcar.
A moral da história não é que devíamos passar mais tempo com os amigos – claro que sim. Não, a moral é que os amigos continuam amigos apesar de quase nunca estarem juntos.
Porque os meus amigos aceitam a minha maneira de ser e de me comportar tal como eu aceito as maneiras deles. Não gosto; não compreendo; às vezes fazem-me raiva; às vezes entristecem-me; às vezes chocam-me. Mas que remédio tenho eu senão o azar de me terem calhado aqueles sacanas como amigos?
Foram esses os sacanas que me caíram no goto; é com eles que me divirto. Alguns até são boas pessoas, para que não se pense que só gosto dos sacanas.
Escolhemo-nos uns aos outros e, de um momento para o outro, podemos deixar de ser amigos. Sem essa liberdade; sem essa tristeza a pairar sobre a nossa amizade, a amizade ficaria vazia.
Continuamos a ser amigos mais o mais importante é que continuamos a querer ser amigos, porque é o que nos apetece. Almocemos ou não almocemos. A vontade de irmos almoçar, um dia destes, chega-nos perfeitamente. Não é uma expressão oca. Queremos mesmo ir almoçar um dia destes.
E isso é lindo, porque é livre.
Texto de Miguel Esteves Cardoso
in Playboy, Outubro 2009.


Roubei este texto que adorei de um blog amigo, vizinho.
Fez-me sorrir. Fez-me sentir livre. Eu tenho a sorte de ceder estas escapadelas constantemente. De saltar por cima do balcão de me escapar ao trabalho para fazer um piquenique a meio do dia ou comer gelado num dia de chuva, são momentos fugazes com amigos. Não importa nada se trabalho 16h por dia, ou se chove ou se corro para o ginásio ou para o curso. Quando nos move o prazer pelo que fazemos, rodeamos de pessoas de quem gostamos e nos apoiam, nem que seja a pregar um cortinado, sobreviver ao ataque do homem do gás ou na descoberta de um restaurante novo, de um sabor diferente.
Medo? Claro que sim, sempre fui uma menina assustada com a própria sombra e contudo desesperadamente arrojada e metida em aventuras :) enigmático? Certamente. Que importa isso, não temos de fazer sempre sentido, isso é para a literatura.
Gosto de encontros inesperados, desafios, sorrisos cúmplices, segredos e estar horas com amigos.
Gosto de me sentir bem e livre.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

You keep me UP :)

sábado, 17 de outubro de 2009

A actriz italiana Rosanna Schiaffino, que participou em dezenas de produções italianas e internacionais, morreu hoje em Milão com 69 anos.
Natural de Génova, Schiaffino começou por trabalhar como modelo, tendo entrado no cinema pela mão do actor cómico italiano Toto (Antonio de Curtis) em "Toto lascia o radoppia" (1956), de Camillo Mastrocinque. A par do cinema italiano, Rosanna Schiaffino participou ainda em produções externas como "Duas semanas na cidade" (1962), de Vincent Minnelli, e "Ro.Go.Pa.G" (1962), projecto dos realizadores Ugo Gregoretti, Jean-Luc Godard, Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini. Na altura foi apresentada como um dos mais promissores talentos do cinema italiano, mas a sua carreira terminaria praticamente nos anos 70. Nos últimos anos, lutava contra um cancro da mama.

in TSF

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sleeping Beauty??

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bubbly


O Bubbly é uma Espumanteria, numa das zonas históricas mais emblemáticas de Lisboa, o Bairro Alto.

Podemos acompanhar a refeição ou degustação, com um ou mais Vinhos Espumantes que podemos escolher de uma carta invulgar, no que diz respeito a este tipo de vinhos (cerca de 40 referências – Portugal, França, Itália e Espanha). Especiais são também a Sangria de Espumante ou Champanhe, a Espumantirinha, os Kirs e os Bellinis. Se estiverem completamente perdidos, como eu, mais vale pedir a opinião ao empregado que vos dará uma verdadeira aula sobre o assunto e...meus amigos...o champagne é um Mundo! :D E como não se consegue beber tudo numa noite... o melhor será voltar.

A comida e o serviço são um mimo, mas vale sobretudo pelo paladar sofisticado e único dos nectares que vão provando e pela companhia.
Por isso, recomendo uma escolha criteriosa da mesma, pois sendo um restaurante de ambiente sofisticado com uma "adega" que nunca mais acaba tem de se conseguir manter a postura e simultâneamente beber até cair hihihi

http://www.youtube.com/watch?v=2PWfB4lurT4

Novo Escritório

Como tudo na vida, a mudança é constante. Também a nível profissional!

Hoje mudamos de escritório porque já não cabemos (novamente) no antigo. Assim sendo a equipa B2B volta ao Marquês de Pombal para novas conquistas! :)
Alex C, Ana R, Marco S, Teresa V, Henrique A, André M, André S, João R, Marina M.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

E ao anoitecer


e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia

al berto

Mousse de Maçã light

Para todos aqueles que passam a vida a lamber os dedos com mousses de chocolate, eis a vingança dos magrinhos com as manias das dietas aka corpos Danone! hihihi


Ingredientes:

6 maçãs reinetas grandes 2 claras de ovo 1 colher (sopa) rasa de açúcar 2 colheres (sopa) de água

Preparação:

Descascam-se as maçãs, tiram-se os caroços e cortam-se aos quartos. Colocam-se as maçãs num tacho com as 2 colheres de água e leva-se ao lume brando até estarem bem cozidas. Reduzem-se em puré com a ajuda da varinha mágica. Entretanto batem-se as claras em castelo, com uma colher de acúçar. Por fim, envolvem-se as claras com o puré de maçã ainda quente e leva-se ao frigorífico durante 1 hora.

domingo, 11 de outubro de 2009

Foi uma guerra claramente ganha pelo Partido Socialista. Na luta entre os gigantes do poder local, o partido de José Sócrates conquistou 28 autarquias ao PSD de Manuela Ferreira Leite, que apenas conseguiu tirar nove aos socialistas. É evidente que Manuela Ferreira Leite destacou as vitórias do PSD em Espinho, Faro, ambas ao PS, e em Felgueiras à independente Fátima Felgueiras.

Mas os socialistas têm imensos trunfos neste guerra de autarquias. A começar por Leiria, que foi sempre dominada pelo PSD, Trofa e quatro câmaras no chamado cavaquistão. É evidente que é sempre uma lança em África os socialistas ganharem em Vila Nova de Paiva, Castro D’Aire, Tabuaço e Mangualde. E os casos multiplicam-se em distritos normalmente dominados pelo PSD. Com surpresas óbvias, como é o caso de Castelo de Paiva, em que o célebre Paulo Teixeira, o autarca que viveu a tragédia de Entre-os-Rios, viu a câmara passar para as mãos de um socialista.

É evidente que o PS também tem razões para sorrir na sua disputa com os comunistas. Mais para Sul, em pleno Alentejo, o PS conquistou seis autarquias ao partido de Jerónimo de Sousa, incluindo uma, Beja, que nunca tinha saído das mãos do PCP. É por isso que no balanço final o PS conquistou 131 câmaras e o PSD 139, também à conta de uma grande vitória nos Açores com cinco ‘roubos’ aos sociais-democratas. Agora restam oito câmaras para o PS alcançar o PSD e passar a ser o rei do poder local.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um restaurantezinho perfeito para um jantar intimista e romântico. Acolhedor e com excelente comida, ambiente calminho a meia luz.
Fazem umas entradinhas com paté de atum de lamber os dedos e o cheesecake parece acabadinho de fazer pela avó. A sangria de champagne é o remate perfeito para regar palavras e gestos enamorados.

Fica mesmo ao lado do palácio de Belém, na Calçada da Ajuda e atrai a atenção pela sua fachada rústica e alegre. Vão até lá num qualquer dia de prazenteira molenguice.

Ementa: cozinhas angolana, brasileira, cubana e também portuguesa que está representada com o bacalhau com broa, o folhado de perdiz e o cozido, nos almoços de domingo. Outras especialidades são a riqueza de peixe (sopa envolta em massa folhada), massa preta com camarão e enchilada à marinera. Sobremesa a não perder o petit gateau de chocolate quente com gelado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Voos rasantes

m

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Hoje eu precisava de ti e tu vieste, ontem também.

Abri a gaveta e sentei-me a escrever como quem limpa o pó do piano. Serás tu aqui ou serei eu que me racho como um bolo da sorte meio vazio que se deixa parir um rasgo de poesia e destino.
Ris, dizes qualquer coisa e falas, falas, falas.
Tenho um monte de problemas a crepitar no lume inexistente da cozinha e tenho-te aqui à minha frente. Acho que te ouço, não tenho a certeza, é como ouvir uma melodia e esquecer-se de perceber a letra.
Se pudesse beijava-te.
Se pudesse ama-te.
Se pudesse voava.
Mas nada disso é real e a vida, ao contrário da literatura, tem de se parecer com o que se passa fora de nós.
Perdi-te o jeito. Caí para outro qualquer lugar onde as horas tem um compasso diferente, lento, calmo, adulto. Às vezes gosto às vezes desespero.
Ocorrem-me frases muito muito parvas do género "gosto de te ter aqui". Que idiotice dizer-se isto a alguém, penso...soa mal mas tem um significado bonito.
Estás aqui e isso é que importa, já não nos podemos perder, porque isso já fizemos e essa impossibilidade é um verdadeiro alívio.
Este é um dia normal, cheio de problemas, contas para pagar clientes a reclamar, mau tempo e outros dramas, mas aqui estás tu disponível, ligeira, no teu cantarolar peculiar... que se foda o azar e as outras merdices, tenho-te a ti.

;;