domingo, 28 de junho de 2009
Quando Ulisses se dirigia a casa para encontrar Penélope e Telémaco (a sua mulher e o seu filho), Circe falou-lhe no perigo das sereias que fascinam e encantam todos aqueles que se dispunham a ouvir as suas melosas canções. A música das sereias adormecia os ouvintes, de tal modo que eram transportados para um prado, onde ficavam a apodrecer ao sol ardente. Por esta razão, Circe disse-lhe que tapasse os ouvidos dos marinheiros com cera e, se quisesse ouvir as melodias das sereias, devia ser atado de pés e mãos a um mastro, com nós tão vigorosos que não se desatassem nunca. A música enlouquecê-lo-ia. Por isso, deveria dar uma ordem clara aos marinheiros para não o soltarem e, se o pedisse, deveriam atá-lo ainda mais. Seguindo os conselhos de Circe, Ulisses pediu aos seus homens que o amarrassem com força ao mastro e que nunca, por motivo nenhum, o soltassem. Todos os marinheiros tinham os ouvidos tapados e remavam com vigor. Circe não tinha exagerado. Os cânticos das sereias enfeitiçavam. Chamavam-no pelo nome e prometiam-lhe coisas magníficas. Ulisses queria ficar ali para sempre. Berrava para o soltarem. Nessa altura dois marinheiros vieram atá-lo com mais cordas. Só quando já estavam bem longe da ilha, os marinheiros retiraram a cera dos ouvidos e libertaram Ulisses do poste. Sãos e salvos, continuaram a viagem. Ulisses tinha sido salvo por ter seguido os sábios conselhos de Circe.
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