quarta-feira, 24 de junho de 2009
Há muitas vidas que tocam a nossa que são tão diferentes e menos afortunadas e bafejadas pela sorte que a nossa. Às vezes é tão difícil suportar este sentimento de culpa de não poder dar tudo, alterar a sua sorte, fazê-los experimentar o mesmo maravilhamento, felicidade e enelevo face à vida.
Somos três irmãs. Eu, tu e ela.
Três mundos em esferas diferentes que mal se tocam. Não te vi crescer, não te vi crescer. Queremo-nos bem, gosto de saber de ti, quero-te bem. Tenho pena que não possamos dar-nos bem as três e a casa encher-se do riso das crianças no Natal e nos aniversários. Tenho pena do silêncio e das palavras afiadas tão sem sentido que ela nos diz. Quem me dera poder presevar-te disso e trazer-te para a minha distância segura.
Quem dera mana que tivesses tido outra vida, quem dera que os teus filhos tivessem conhecido a normalidade e tranquilidade de um lar onde há amor. Suponho que seja uma maldição que nos persegue. Suponho que seja por isso que o ventre é estéril de amor maternal, nessa incapacidade de assegurar uma perfeição que nunca conhecemos.
Quem dera mana que eu pudesse inverter as tuas lágrimas e roubar-te as preocupações, quem dera que eu pudesse dizer-te com segurança que tudo vai melhorar.
Quem dera que não fosse assim e pudessemos escrever a vida como nos contos de fadas.
Conta sempre comigo, estarei sempre aqui para ti, não condeno em nada as tuas opções e sei que precisas de apoio e carinho.
Quem dera que pudessemos ser 3 irmãs felizes. Quem dera que os blogs fossem livros de desejos.
Marcadores: Family bonds; Reflexões; Sad
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