quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Quando acordamos invadidos pelo rubor do sol e o dia luminoso nos faz sorrir, será de ser azul? Será de ser quase assim quase Primavera?, Será de ser quase fim de semana e rumarmos a sul?
Toda a gente passou a cumprimentar-nos
O sol é novo através da chuva.
Abrem-se as janelas com cuidado.
Uma frescura sobe ao compasso da terra.
Fomos crianças. As árvores tilintam.
É tempo de trabalhar
inquietamente.
Tempo de caminhar com presteza
pelas calçadas húmidas.
Tempo de ser vergastado pelo vento.
Tempo sério.
A cidade é grande, cinzenta verde.
Paremos.
Os troncos negros brilham.
Há um fervor no ar.
Mil centelhas pululam.
As fachadas são largas, lisas.
Respiremos.
Vamos continuar o dia.
O sol tão disseminado,
vibrante além nas pedras.
E sombra deste lado e quase azul.
Um animal lentamente passa
entre caminhantes apressados.
No tumulto dos metais entre os brilhos,
nós, sossegados, vemos.
Ramos Rosa, in Estou vivo e escrevo
Marcadores: Poesia, Summer Feelings




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