quinta-feira, 12 de junho de 2008

Insónia


Deitou-se nua nada mais que o ar e o lençol à flor da pele. Numa espécie de homenagem fúnebre ao seu corpo cansado que se enleava na tecitura da noite como se fosse uma mortalha. A sede e os sonhos não vieram. Remexeu-se uma e outra vez na esperança vã que os rumores e as ausências se dissipassem. De olhos postos no tecto afugentava os sentidos sem qualquer gesto. Acabou por adormecer.

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